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CMVM suspende negociação de obrigações seniores do Novo Banco

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) suspendeu hoje de negociação as obrigações seniores do Novo Banco, no dia em que notícias dão conta de que estes títulos serão usados para recapitalizar a instituição.

(Arquivo)

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© Rafael Marchante / Reuters

"O Conselho de Administração da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) deliberou (...) a suspensão da negociação em mercado regulamentado dos valores mobiliários emitidos pelo Novo Banco, até à divulgação de informação relevante sobre o emitente", lê-se no comunicado hoje divulgado pelo regulador dos mercados financeiros.

Os valores mobiliários a que a CMVM se refere são as obrigações seniores emitidas pelo BES e que passaram para o Novo Banco aquando da resolução do banco da família Espírito Santo.

O Público noticia hoje que o Novo Banco tem uma insuficiência de capital de cerca de 2.000 milhões de euros - o que incluirá os 1.400 milhões de euros de falta apurados nos testes de 'stress' e os restantes referentes a prejuízos deste ano e à avaliação dos ativos imobiliários -- e que estarão a ser estudadas várias soluções, caso do envolvimento dos obrigacionistas seniores, medida que será defendida pelo Banco Central Europeu (BCE).

Também a TSF noticia que o Novo Banco será capitalizado com a dívida detida pelos obrigacionistas, naquilo que se designa por um resgate interno ('bail-in').

De acordo com o Jornal de Negócios, nesta operação os clientes particulares do Novo Banco com obrigações seniores não deverão ser abrangidos, mas apenas títulos colocados em investidores institucionais, como fundos de investimentos, fundos de pensões ou instituições financeiras, num valor de 1.500 milhões de euros. Esses obrigacionistas poderão vir a tornar-se acionistas do banco.

O objetivo é pôr o Novo Banco com rácios de capital adequados para entrar em 2016 devidamente capitalizado.

Aquando da resolução do BES os obrigacionistas subordinados ficaram no banco mau, tal como os acionistas, enquanto os obrigacionistas seniores passaram para o Novo Banco e são credores do banco.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, disse a semana passada que não será usado mais dinheiro público para pagar prejuízos de bancos.

Lusa