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Emigrantes lesados dizem ter recebido o apoio de Marcelo Rebelo de Sousa

Representantes dos emigrantes lesados do BES encontraram-se, esta sexta-feira, em Paris, com o Presidente da República que lhes "reiterou o apoio", disse à Lusa Helena Batista, vice-presidente da Associação Movimento dos Emigrantes Lesados Portugueses (AMELP).

"Encontrámo-nos com o presidente no Hôtel de Ville, no final dos discursos. Não foi uma reunião privada. Ele reiterou o apoio e disse que o nosso caso tinha de ser resolvido. Foram uns cinco minutos", explicou Helena Batista no final da cerimónia do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas que decorreu na Câmara Municipal de Paris.

A vice-presidente da AMELP indicou que também falou com o primeiro-ministro que "tentou explicar porque as coisas ainda não tinham avançado, mas não se comprometeu com nada ali", tendo os representantes dos lesados pedido para serem recebidos pelo Presidente da República em Portugal.

Esta tarde, cerca de 80 manifestantes, de acordo com a polícia, 150 segundo a organização, concentraram-se junto à Embaixada de Portugal em Paris para reclamar o reembolso das suas poupanças, entoando as palavras "justiça" e "o povo unido jamais será vencido" e cantando também a "Grândola Vila Morena".

Vários emigrantes lesados do BES vão deslocar-se este sábado a Champigny para continuar o protesto aquando da inauguração pelo Presidente da República e pelo primeiro-ministro de um monumento ao antigo autarca Louis Talamoni que ajudou os portugueses que viviam nos bairros de lata nos anos 60 e 70.

Esta sexta-feira, o Presidente da República e o primeiro-ministro celebraram a segunda parte do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas na Câmara Municipal de Paris, tendo condecorado quatro portugueses que prestaram auxílio a dezenas de vítimas do atentado no Bataclan, a 13 de novembro.

Este sábado, estão previstas novas condecorações em Champigny, a cidade onde milhares de portugueses se instalaram num bairro de lata nos anos 60 e 70, uma visita ao Cemitério Militar de Richebourg onde estão sepultados 1861 soldados portugueses que morreram na Primeira Guerra Mundial e um "encontro e jantar ligeiro" com a seleção portuguesa.

Domingo, o Presidente da república e o primeiro-ministro vão estar na festa da Rádio Alfa e visitar a delegação francesa da Fundação Calouste Gulbenkian, uma exposição de arquitetura portuguesa na Cité de l'Architecture e a exposição do pintor Amadeo de Souza-Cardoso no Grand Palais.

Lusa

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