sicnot

Perfil

Queda do BES

Queda do BES

Queda do BES

Credores comuns do BES teriam recuperado 31,7% em caso de liquidação

O nível de recuperação dos créditos comuns caso o Banco Espírito Santo (BES) tivesse sido liquidado seria de 31,7%, segundo a avaliação independente feita pela Deloitte para o Banco de Portugal, hoje divulgada.

No total, a auditora estimou que o valor de realização dos ativos num cenário de liquidação do BES ascenderia a 38,4 mil milhões de euros, isto, de um total de créditos sobre a insolvência de 60 mil milhões de euros.

Nesta estimativa, os ativos dados em garantia seriam de 19,5 mil milhões de euros e os ativos não onerados seriam de 18,9 mil milhões de euros, perfazendo o total de 38,4 mil milhões de euros.

Já a estimativa dos créditos sobre a insolvência revela que há 14,1 mil milhões de euros de créditos garantidos, 16,4 mil milhões de euros de créditos privilegiados, 25,1 mil milhões de euros de créditos comuns e 4,4 mil milhões de euros de créditos subordinados.

Na alocação do valor estimado de realização de ativos a cada classe de credores a Deloitte aponta para que os credores garantidos recebessem 100% da sua exposição ao BES (14,1 mil milhões de euros), que os credores privilegiados recebessem igualmente 100% (16,4 mil milhões de euros), que os credores comuns recebessem 31,7% (8 mil milhões de euros) e que os credores subordinados não recebessem nada (0%) dos 4,4 mil milhões de euros aplicados no banco.

Esta auditoria foi pedida pelo Banco de Portugal à Deloitte com o objetivo de avaliar que perdas sofreriam os credores do BES se, em vez da resolução, o banco tivesse sido liquidado.

Se tivessem tido menos perdas numa liquidação, esses credores teriam dinheiro a receber do Fundo de Resolução bancário.

Entre os credores privilegiados do BES está o Estado (2,97 mil milhões de euros), cuja 'fatia de leão' consiste em garantias prestadas (2,91 mil milhões de euros) e o restante montante é relativo a impostos (64,1 milhões de euros).

O BES, tal como era conhecido, acabou a 03 de agosto de 2014, dias depois de apresentar um prejuízo semestral histórico de 3,6 mil milhões de euros.

O supervisor bancário, através de uma medida de resolução, tomou conta da instituição fundada pela família Espírito Santo e anunciou a sua separação, ficando os ativos e passivos de qualidade num 'banco bom', denominado Novo Banco, e os passivos e ativos tóxicos, no BES, o 'banco mau' ('bad bank').

Lusa

  • "Há um risco sério de desintegração do Reino Unido"
    26:41

    Luís Marques Mendes

    Luís Marques Mendes comenta a atualidade nacional. O comentador diz que David Cameron tem responsabilidades na forma como o referendo que ditou a saída do Reino Unido da União Europeia foi convocado. Para Luís Marques Mendes há um risco de paralisia política e económica do Reino Unido o que poderá provocar um risco sério de desintegração. Sobre a venda do Novo Banco, Marques Mendes diz que se corre o risco de não surgir nenhuma proposta vantajosa e o Governo terá então de avançar para o processo de nacionalização do banco. O comentador falou ainda sobre a investigação à Caixa Geral de Depósitos. Na sua opinião o Banco de Portugal já devia ter mandado fazer uma auditoria forense como fez no caso do BES.

  • Propostas para compra do Novo Banco ficaram abaixo dos dois mil milhões

    Queda do BES

    As propostas para comprar o Novo Banco ficaram todas abaixo dos 2 mil milhões de euros. A SIC sabe que não houve nenhuma proposta melhor do que no concurso anterior, realizado há cerca de um ano. Os valores agora oferecidos ficam muito longe do objetivo, o montante da capitalização inicial do banco. Recorde-se que este banco resultante da queda do BES levou uma injecção de de dinheiro de 4 mil e 900 milhões de euros. Ainda esta semana o Banco de Portugal deverá confirmar os nomes da nova admnistração liderada por António Ramalho, depois da saida de Stock da Cunha.

  • Stock da Cunha reconhece que incerteza sobre CGD beneficia antigo BES
    2:28

    Caso CGD

    O ainda presidente do Novo Banco reconhece que a instabilidade na Caixa Geral de Depósitos está a beneficiar o antigo BES. Em entrevista exclusiva à SIC, Eduardo Stock da Cunha revela que os depósitos têm aumentado. Quanto à venda do banco, diz que não se pode esperar um valor muito alto porque a situação da banca portuguesa não é favorável. Stock da Cunha vai abandonar o cargo ainda em julho e regressar a Londres.

  • Resgatada mais uma criança com vida após sismo em Itália
    0:30
  • Ilibados trabalhadores castigados por consulta de dados fiscais

    País

    Os funcionários da Autoridade Tributária, que tinham sido castigados por terem consultado dados fiscais, foram absolvidos. O jornal Público avançou hoje que as orientações contra as sanções a aplicar aos funcionários partiram do ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Rocha Andrade.

  • Brasileiros procuram Portugal
    3:59

    País

    Viver em Portugal é hoje em dia um grande sonho da classe média brasileira. De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, só em 2016, o número de vistos de residência aumentarem em mais de 30%. A língua, a segurança e a qualidade de vida são as razões apontadas para a mudança. Todos os dias, no consulado português no Rio de Janeiro, para a obtenção de vistos.

  • Repórteres fazem relato impressionante dos acontecimentos em Charlottesville
    3:40