sicnot

Perfil

Queda do BES

Queda do BES

Queda do BES

PS culpa anterior Governo e Banco de Portugal pelos lesados do BES e Banif

MIGUEL A. LOPES

O líder parlamentar socialista acusou esta quinta-feira PSD e CDS de terem deixado terreno minado no setor financeiro, com casos por resolver como o dos lesados do BES e Banif, em que também culpou o Banco de Portugal.

Estas posições foram assumidas por Carlos César no debate quinzenal com o primeiro-ministro, num discurso em que defendeu a tese de que o país, "ao contrário das projeções da oposição, vive em estabilidade política, institucional e social".

Na sua intervenção, o presidente do PS classificou como uma "fantasia" a ideia de que Portugal teve uma "saída limpa" do Programa de Assistência Económica e Financeira em maio 2014, apontando como exemplo disso mesmo "a herança" que o atual Governo recebeu ao nível do sistema financeiro.

"Por incúria do Governo anterior, o Banif teve de ser resolvido. O Novo Banco é impossível de ser vendido pelo preço que o anterior executivo garantia e a Caixa Geral de Depósitos teve de ser recapitalizada. Tudo isto custou dinheiro, muito dinheiro", referiu.

De acordo com Carlos César, todas as operações a que o atual Governo socialista foi obrigado a adotar ao longo deste ano teriam custado "bem menos se, no tempo próprio e com os recursos então disponibilizados para estabilizar o setor financeiro, o anterior executivo tivesse agido atempada e de forma competente".

O presidente do Grupo Parlamentar do PS pegou também na ideia de "falta de comparência" usada minutos antes pelo seu homólogo social-democrata, Luís Montenegro, mas agora para criticar o Governo PSD/CDS-PP e, sobretudo, o Banco de Portugal, por causa da questão dos "lesados do BES e do Banif".

"Foi essa mesma atitude de falta de comparência, embora com maior responsabilidade também do Banco de Portugal, que esteve na base do problema dos lesados, quer no que diz respeito ao BES, quer no que concerne ao Banif. A oposição legou-nos a ilusão da chamada saída limpa (do programa da 'troika'), mas o que nos deixou foi um terreno minado com elevados custos para todo o país", acrescentou.

Lusa

  • Frio no fim de semana, regiões do interior podem chegar aos -5 °C
    1:23

    País

    A Proteção Civil emitiu um alerta para o tempo frio e seco e pede cuidados redobrados. As temperaturas já começaram a descer, com regiões a registarem valores negativos. No interior, podem chegar aos 5 graus negativos. Até ao Natal o tempo vai manter-se frio, seco e com ausência de chuva.

  • Bombeiro ferido nos fogos de Pedrógão Grande regressou a casa
    2:33

    Tragédia em Pedrógão Grande

    Seis meses depois dos incêndios de Pedrógão Grande, regressou a casa o último dos bombeiros de Castanheira de Pera que estava internado desde junho. Rui Rosinha esteve em coma mais de dois meses e tem ainda pela frente uma longa recuperação. O bombeiro não quer que o país esqueça o que aconteceu e espera que as duas tragédias deste ano (fogos de junho e outubro) sirvam de lição para o futuro.

  • PS volta a subir nas intenções de voto e não baixa dos 40%
    2:01
  • Marcelo evita "ideia de que o ano foi todo muito bom"
    3:14

    País

    Marcelo Rebelo de Sousa disse esta sexta-feira que 2017 teve "o melhor e o pior" e que "é preciso evitar a "ideia que o ano foi todo muito bom". O Presidente da República fez estas declarações depois de António Costa ter dito que a nível económico este "foi um ano particularmente saboroso".