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Crise na Grécia

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Presidente do Eurogrupo não crê que seja adiantado dinheiro à Grécia este mês

O presidente do Eurogrupo, o holandês Jeroen Dijsselbloem, disse hoje não acreditar que os parceiros europeus adiantem este mês dinheiro à Grécia para solucionar os seus problemas de liquidez. 

© Francois Lenoir / Reuters

As declarações de Dijsselbloem, que foram feitas numa entrevista ao jornal holandês Volkskrant, ocorrem na véspera de uma reunião em Bruxelas dos ministros das Finanças da zona euro ainda com a Grécia a dominar os trabalhos. 

"A Grécia tem uma necessidade urgente de dinheiro porque parece ter os cofres quase vazios, mas tem de dar algum passo antes de receber dinheiro. Não creio que isso aconteça este mês", afirmou o também ministro das Finanças da Holanda. 

Dijsselbloem afirmou que quando as pessoas ouvem falar de um acordo com a Grécia, pensam que é para dar mais dinheiro, mas disse que as coisas funcionam de forma diferente.

"Só damos dinheiro quando os gregos mostrarem que deram passos", afirmou.

A 20 de fevereiro, os parceiros europeus da Grécia comprometeram-se, após duras negociações, a prolongar a assistência financeira ao país, em troca de um programa de reformas apresentado por Atenas e considerado credível. Só depois de avaliados os resultados será desbloqueada a próxima tranche do empréstimo concedido.

Sobre uma possível saída da Grécia do euro, o presidente do Eurogrupo disse que ninguém neste momento quer que isso aconteça.

"Todos julgam que a Grécia deve continuar no caminho da recuperação. Isso não acontece só e não é fácil", acrescentou.

Dijsselbloem afirmou que na Grécia se aponta a Europa como fonte dos problemas, o que considerou estar relacionado com o programa "incrivelmente pesado" que o país tem suportado.

"Estamos dispostos a continuar a apoiar a Grécia para que esta siga na zona euro", mas "tem que haver os ajustamentos necessários para que o país seja financeiramente independente".

Sobre os seus dois anos como presidente do Eurogrupo, o ministro holandês disse que gostou da experiência e gostaria de repetir, mas salientou que a decisão "depende dos ministros".

Questionado sobre se deixaria o Governo holandês caso fosse eleito para o cargo de presidente do Eurogrupo e este fosse permanente, Dijsselbloem disse que conciliaria as duas funções para não se tornar um "tecnocrata" de Bruxelas.

Lusa
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