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Crise na Grécia

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EUA avisam para incerteza na economia internacional se falhar acordo com Grécia

O secretário do Tesouro norte-americano, Jacob Lew, avisou hoje para os riscos de incerteza que as economias europeia e global vão enfrentar se falharem as negociações entre Atenas e os seus credores.  

© Jonathan Ernst / Reuters

Durante um encontro com o holandês Jeroen Dijsselbloem, que preside ao Eurogrupo, que reúne os ministros das Finanças da Zona Euro, Lew "enfatizou que é altura de a Grécia concordar em fazer um conjunto vasto de reformas", segundo uma declaração emitida pelo Departamento que dirige. 

Lew encorajou Dijsselbloem "a manter o compromisso com um resultado positivo" e "sublinhou que a ausência de um acordo criaria dificuldades imediatas para a Grécia e incertezas para a Europa e a economia global de forma mais geral", 

Os dois dirigentes reuniram-se por ocasião da reunião da primavera promovida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial, onde foi afirmado que o executivo de Atenas precisa de se comprometer com reformas importantes para obter a última parte dos fundos de programa de assistência financeira, no montante de 7,2 mil milhões de euros, para evitar o incumprimento no reembolso das suas dívidas. 

O Governo grego tem insistido em fazer reformas promotoras do crescimento da economia, mas as negociações com o FMI e a União Europeia (UE) têm sido difíceis. 

A Grécia está sob pressão para chegar a um acordo antes de 24 de abril, dia em que se realiza a reunião do Eurogrupo, para garantir o seu financiamento, antes de enfrentar um reembolso de um empréstimo do FMI no início de maio. 

Os negociadores gregos vão reunir-se no sábado, em Bruxelas, com representantes da UE, Banco Central Europeu e FMI, e ainda do Mecanismo Europeu de Estabilidade. 

Antes, tinha sido o Presidente norte-americano, Barack Obama, a colocar mais pressão sob Atenas. 

"A Grécia precise de iniciar reformas", disse Obama, durante uma conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, na Casa Branca.

Lusa
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