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Crise na Grécia

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Atenas conseguiu 400 milhões de euros em falta para abril

O vice-ministro das Finanças grego afirmou hoje que o Estado arranjou os 400 milhões de euros que faltavam para satisfazer as necessidades deste mês, graças a transferências de fundos de pensões que se ofereceram para emprestar o dinheiro.  

Petros Giannakouris

Além dos empréstimos destes fundos de pensões, o vice-ministro das Finanças grego, Dimitis Mardas, precisou que estão a decorrer reuniões com duas companhias públicas de gás para "contribuírem se assim o desejarem". 

"Tivemos umas reuniões e vamos receber o dinheiro. Assim, de acordo com o que temos e o que esperamos arrecadar acreditamos que este problema estará solucionado", sublinhou. 

Em declarações à cadeia de televisão privada Mega, Mardas tinha assegurado umas horas antes que a Grécia estava "no limite" desde fevereiro e que este mês tinha um buraco de 400 milhões de euros. 

Depois destas declarações, fontes da Agência Geral de Contabilidade indicaram que tal quantidade não se referia ao pagamento de salários e pensões, que para o mês de maio está totalmente assegurado. 

Os problemas de liquidez foram o motivo que levou o Governo a publicar na segunda-feira um decreto que obriga os organismos públicos a transferir reservas em dinheiro para o Banco da Grécia para serem emprestadas ao Estado por um período máximo de 15 dias, denominadas como operações de recompra. 

Este decreto-lei vai ser votado hoje no Parlamento através de um procedimento de urgência, que permite que uma lei entre em vigor e seja votada posteriormente. 

As empresas estatais transferiram os fundos para o Banco da Grécia e posteriormente o Estado deverá devolver os mesmos à taxa de juro vigente da entidade grega, atualmente 2,5%, contra 1% da banca comercial. 

Do decreto-lei ficam explicitamente excluídos os fundos de pensões e as empresas estatais que precisem das suas reservas em dinheiro para pagamentos imediatos, o que não exclui a sua participação voluntária. 

Esta operação desencadeou uma onda de críticas entre os municípios, que aprovaram, na terça-feira, uma resolução na qual se negam a desembolsar qualquer fundo, pelo menos até que haja uma decisão oficial numa assembleia formal.

Os autarcas exigiram, além disso, reunir-se com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras.

Entre as entidades que emprestaram já dinheiro figura o Metro de Atenas, com 150 milhões de euros, a prefeitura de Ática, que transferiu 110 milhões de euros e a Agência de Emprego, que emprestou ao Estado 80 milhões de euros. 

Lusa

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