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Crise na Grécia

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Varoufakis prevê acordo nos próximos dias ou semanas

O ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, afirmou hoje que Atenas e os credores internacionais devem chegar a acordo nos próximos dias ou semanas e recomendou à Alemanha que assuma o "fracasso" do anterior programa de resgate.

© Yves Herman / Reuters

"Confiamos que nos próximos dias ou semanas haja um acordo", disse Varoufakis durante um debate em Bruxelas.

O ministro afirmou que as instituições credoras do país - Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) - estão demasiado centradas nas condições para injetar liquidez em vez de pensarem no crescimento e no emprego.

A Grécia enfrenta problemas de liquidez devido a um impasse nas negociações com os credores que tem atrasado a transferência para os cofres gregos de uma parcela de 7,2 mil milhões de euros do empréstimo concedido em 2012.

Este financiamento é considerado vital para a Grécia cumprir as suas obrigações financeiras.

Varoufakis disse também que se fizeram "muitos progressos" nas negociações com os credores e disse que Atenas quer cumprir as suas obrigações financeiras. 

O país tem de pagar na próxima semana 760 milhões de euros ao FMI.

Depois de o Governo grego ter afirmado que há divergências entre as instituições que estão a impedir que se alcance um compromisso nas negociações, Varoufakis recusou-se agora a dizer se espera um acordo na próxima reunião do Eurogrupo, na segunda-feira, mas afirmou que ninguém pode impor prazos e que existe um "desejo comum" de alcançar um acordo "quanto antes".

Varoufakis disse também que o Governo liderado por Alexis Tsipras considera que o programa de resgate assinado em troca de financiamento foi "um fracasso" e pediu aos parceiros que aceitem isso.

Em resposta a uma pergunta de um jornalista alemão sobre a tensão entre Atenas e Berlim, o ministro grego disse que os alemães "têm que assumir o fracasso do programa anterior".

Varoufakis, que perdeu recentemente protagonismo nas negociações com o Grupo de Bruxelas, defendeu que há "sintonia" no Governo grego e que este está a trabalhar com determinação para chegar a um entendimento com as instituições europeias e o FMI.

Lusa
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