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Crise na Grécia

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Varoufakis pede aos credores para se porem de acordo

O ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, pediu hoje aos credores do país para se concertarem, dado que se isso não acontecer o país não pode fazer pagamentos de dívida durante muito mais tempo.

JULIEN WARNAND

"Desde há quatro meses (com a chegada ao poder do Governo liderado por Alexis Tsipras) temos cumprido as nossas obrigações em relação aos credores prejudicando a economia, não podemos fazer isso indefinidamente e os nossos credores sabem", disse o ministro na CNN.

"Começa a ser tempo de se porem de acordo e percorrerem um quarto do caminho, dado que já percorremos três quartos", acrescentou.

Ao contrário do ministro do Interior, Nikos Voutsis, que afirmou no domingo que não há dinheiro para pagar ao Fundo Monetário Internacional (FMI) em junho, Varoufakis deixou alguma incerteza quanto à data em que o país deixa de poder cumprir as suas obrigações.

"Sou um otimista por natureza e, por isso, digo que vamos fazer esse pagamento (em junho) porque teremos um acordo até lá", referiu.

Questionado sobre se o pagamento de junho depende de um acordo, Varoufakis respondeu de forma evasiva: "É preciso chegar a um acordo (...), todos sabem que o Estado grego não pode continuar a fazer grandes pagamentos ao FMI sem um acordo (...) é uma questão de bom-senso".

Atenas terá de fazer pagamentos ao FMI ao longo do mês de junho no valor de 1,6 mil milhões de euros, o primeiro dos quais (300 milhões de euros) no dia 5.

A Grécia, que tem problemas de liquidez e corre risco de incumprimento, está há meses a negociar com os credores (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI) para que seja desbloqueada uma tranche de 7,2 mil milhões de euros do empréstimo concedido em 2012.

O jornal grego Ta Nea indica hoje que o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, e o secretário norte-americano do tesouro, Jack Lew, falaram ao telefone na sexta-feira sobre a possibilidade de uma intervenção dos Estados Unidos junto do FMI para ajudar a impulsionar as negociações.

Numa altura em que as negociações técnicas recomeçaram hoje em Bruxelas, o dossiê grego poderá estar na agenda da reunião de ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do G-7 que decorre na quinta e sexta-feira na Alemanha.



Lusa
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