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Crise na Grécia

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"Ainda há muito trabalho por fazer" para acordo com a Grécia, diz Lagarde

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, advertiu hoje que "ainda há muito trabalho por fazer" para que se possa alcançar um acordo entre a Grécia e os credores internacionais.      

© Yves Herman / Reuters

Lagarde fez estas declarações numa entrevista realizada hoje em Dresden, leste da Alemanha, realizada pela cadeia pública de televisão ARD, juntando-se aos diferentes posicionamentos, por vezes contraditórios, que se produziram nas últimas horas em torno da crise das finanças públicas gregas. 

"Há avanços claros em diferentes áreas, mas ainda há muito trabalho por fazer", assegurou a diretora do FMI sobre a evolução das negociações de Atenas com o grupo de Bruxelas, que inclui além do FMI, a Comissão Europeia e o Banco Central europeu (BCE). 

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, assegurou na quarta-feira que as negociações se encontravam "perto de um acordo", informação que foi posteriormente desmentida tanto pela CE como pelo ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, que assegurou na ARD que as conversações "não avançaram muito". 

Neste sentido, Lagarde afirmou: "Estamos ainda a trabalhar, De tal forma que não diria que alcançamos resultados firmes para nos encontrarmos no final do processo". 

A responsável do FMI está em Dresden para participar na reunião dos ministros das Finanças do G7, um foro informal que inclui os Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Japão e Canadá. 

Lagarde garantiu ter uma "boa sensação" de que o Governo grego cumprirá as suas obrigações pendentes com o FMI, ao qual tem de devolver em junho 1.500 milhões de euros do segundo resgate à Grécia. 

"É uma dívida que têm em relação à comunidade internacional. É uma questão de respeito", sublinhou depois de defender que há países membros do FMI que são mais pobres do que a Grécia. 

A diretora do FMI disse ainda que as tentativas da instituição que lidera para devolver à Grécia o caminho do crescimento e da sustentabilidade financeira são "equilibrados e respeitosos".

A crise da Grécia não será um assunto em debate na reunião dos ministros da Economia do G7, que arrancou na quarta-feira e se prolonga até sexta-feira, mas claro que estará na agenda, reconheceu esta semana o ministro das Finanças alemão. 

De facto, vários dos principais atores desta crise da Grécia vão estar em Dresden, incluindo a diretora do FMI, Christine Lagarde, o presidente do Eurogrupo, Jeroem Dijsselbloem, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, e o comissário europeu de Economia e Finanças, Pierre Moscovici.

Oficialmente, a agenda do encontro vai estar centrada na recuperação da economia global, a fraude fiscal e a luta contra redes de financiamento do terrorismo.


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