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Crise na Grécia

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Bruxelas diz que não é esperado hoje acordo da reunião com Tsipras

A Comissão Europeia disse hoje que não é esperado esta noite um desfecho para a situação da Grécia, quando decorre um encontro em Bruxelas entre Jean-Claude Juncker e o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras.

Reuters

Segundo o porta-voz da Comissão Europeia Margaritis Schinas, a reunião que decorrerá pela hora de jantar (20:30 locais, menos uma hora em Lisboa) acontece depois de um "convite pessoal" do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

"Não esperamos qualquer resultado final esta noite. Isto é uma primeira conversa, não a última", afirmou.

O encontro acontece após meses de negociações infrutíferas entre Atenas e as instituições credoras - Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE) -- sobre as reformas e medidas orçamentais a serem adotadas pelo país e deverá centrar-se na proposta grega de acordo. 

Segundo a imprensa local, um documento de 46 páginas prevê a reforma do IVA, a unificação gradual dos fundos de pensões, o fim das reformas antecipadas e a aceleração das privatizações. 

Apesar de a proposta dever ter alguns pontos que vão ao encontro das reivindicações dos credores, ainda haverá caminho a trilhar até ser possível um entendimento.

Para a reunião, também terá sido convidado o presidente do Eurogrupo, o holandês Jeroen Dijsselbloem, e poderão estar ainda presentes responsáveis do FMI e do BCE.

Desde fevereiro que decorrem as negociações com a Grécia no âmbito do chamado Grupo de Bruxelas - que reúne as autoridades gregas e Comissão Europeia, FMI e BCE, sendo desde então as questões mais sensíveis o sistema de pensões e o mercado laboral. 

O Governo grego tem garantido que cortar pensões e flexibilizar o mercado de trabalho são 'linhas vermelhas' que recusa ultrapassar.

No entanto, o tempo começa a esgotar-se e nos últimos dias também se intensificaram os contactos e as trocas de documentos.

A situação dos cofres públicos gregos é dramática, sobretudo quando este mês, além de outras obrigações, o país tem de fazer face ao pagamento de 1.500 milhões de euros ao FMI, a começar por 300 milhões de euros esta sexta-feira.

Perante isto, têm-se agravado os receios de um incumprimento grego, uma situação de bancarrota do Estado, e mesmo de uma saída da zona euro.

 
Lusa
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