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Crise na Grécia

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Bruxelas insta Atenas a aceitar propostas "absolutamente razoáveis"

A Comissão Europeia instou hoje o Governo grego a mostrar "vontade política" em alcançar um acordo com os seus credores, argumentando que as propostas apresentadas pelas instituições a Atenas são "absolutamente razoáveis, moderadas e realistas".

© Alkis Konstantinidis / Reuter

Numa conferência de imprensa em Bruxelas para apresentação de uma proposta legislativa sobre tributação de empresas, os comissários europeus do Euro, Valdis Dombrovskis, e dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, questionados sobre a Grécia, insistiram que o desenlace melhor para todos é que haja um acordo, considerando todavia que "a bola está do lado das autoridades gregas".

Ambos os comissários defenderam que as propostas apresentadas pela Comissão, assim como pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Central Europeu (BCE), são "absolutamente razoáveis" e dão a Atenas uma flexibilidade muito maior que aquela prevista no programa ainda vigente, exemplificando com a nova meta proposta de excedente primário, de 1% para 2015 (e um aumento gradual nos anos seguintes), contra os 3% previstos no atual programa.

Moscovici argumentou que é, por isso, "absolutamente falso" transmitir a ideia de que a Comissão quer impor mais austeridade à Grécia, e vincou que o presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, "fez pessoalmente propostas ao primeiro-ministro" grego, Alexis Tsipras, "aguardando ainda resposta".

"Fizemos propostas razoáveis, moderadas e realistas. A bola está do lado da Grécia. A 30 de junho o programa expira e há um pagamento a fazer ao FMI (de 1,6 mil milhões de euros), e é necessário boa vontade, e vontade política. Se houver, é possível um acordo", declarou Moscovici.

Também Dombrovskis afirmou que, nesta fase, "o que é necessário é vontade política do lado grego para um esforço final que permita alcançar um acordo".

Os dois comissários lembraram que na quinta-feira se celebra uma reunião dos ministros das Finanças da zona euro, no Luxemburgo, que, não se afigurando decisiva, pois um acordo parece longe, pode ser "útil" para aproximar posições.

"A nossa análise mostra que o melhor cenário, de longe, é assegurar a conclusão bem sucedida do programa. É o melhor cenário para a Grécia e para a zona euro", sublinhou Valdis Dombrovskis, que se escusou a "entrar em especulações" sobre um eventual cenário de saída da Grécia do euro (o chamado "Grexit"), embora tenha admitido que compreenda "que os Estados-membros estejam nervosos", pois faltam menos de duas semanas para o programa da Grécia expirar.



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