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Crise na Grécia

Tsipras diz que se a Europa insistir com exigências tem de lidar com consequências

Tsipras diz que se a Europa insistir com exigências tem de lidar com consequências

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, afirmou hoje que se a Grécia não alcançar um acordo "sustentável" com os credores, os dirigentes europeus terão que suportar as consequências de um "não" da Grécia.

"Queremos uma solução que garanta a sobrevivência económica", afirmou Tsipras que falava em Atenas, numa conferência de imprensa conjunta com o chanceler austríaco, Werner Faymann.

Tsipras afirmou que se os parceiros insistirem em exigências "exageradas", como o corte de 1.800 milhões de euros nas pensões ou um aumento do IVA para medicamentos e eletricidade, o Governo e o Parlamento grego dirão "não" em nome da Grécia.

O primeiro-ministro grego disse também que caso não se alcance um compromisso que seja sustentável para a economia, não convocará eleições antecipadas ou um referendo e assumirá pessoalmente a "responsabilidade de dizer 'não' em nome da Grécia", em cooperação com o Governo e o Parlamento.

Sobre o tema das pensões, uma das questões que mais divergências tem provocado, Tsipras afirmou que o país propôs uma série de medidas para tornar mais sustentável o sistema, com a eliminação paulatina das pré-reformas, mas reconheceu que é um processo que vai levar algum tempo.

O chanceler austríaco disse, por sua vez, que na reunião com Tsipras obteve informações que mostram a vontade da Grécia de apresentar medidas alternativas e de fazer reformas e manifestou o seu apoio a "todos os que querem chegar a um compromisso".

Em Paris, o ministro das Finanças francês, Michel Sapin, considerou que um fracasso das negociações com a Grécia seria "extremamente grave para o projeto europeu".


Com Lusa
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