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Crise na Grécia

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Grécia a trabalhar para que a reunião de segunda-feira seja um "sucesso"

Uma saída da Grécia do euro marcará "o princípio do fim da zona euro", defendeu o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, numa entrevista publicada hoje pelo diário austríaco Kurier, em vésperas de uma cimeira extraordinária em Bruxelas. A Grécia está a trabalhar para que a reunião de emergência de segunda-feira seja um "sucesso", disse o Governo, após o impasse entre Atenas e os credores. 

© Yannis Behrakis / Reuters

"O famigerado "Grexit" não pode ser uma opção, nem para os gregos, nem para a União Europeia. Será um processo irreversível, será o princípio do fim da zona euro", declarou Tsipras na entrevista. 


"Esperamos que as negociações finais decorram ao mais alto nível político da Europa e estamos a trabalhar para que a cimeira seja um sucesso", disse hoje o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, em comunicado. 


O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, convocou uma cimeira de emergência com os líderes dos 19 países da zona euro para segunda-feira, em Bruxelas, numa altura em que aumentam os receios de que a Grécia não consiga pagar as dívidas até ao prazo estabelecido, 30 de junho. 

 
Atenas admite novas concessões, mas não todas 


O ministro da Reforma Administrativa da Grécia, Yorgos Katrugalos, disse hoje que o seu governo está aberto a novas concessões na negociação com os credores, mas não a tudo o que lhe pedem, em particular no que toca às pensões. 


"Não podemos aceitar, por exemplo, os novos cortes nas pensões", sobretudo tendo em conta que muitos reformados estão já no limiar da pobreza, disse Katrugalos, numa entrevista à rádio francesa RFI. 

O ministro afirmou também que a Grécia não aceita "novas medidas de austeridade que vão agravar ainda mais a economia". 


Sobre as pensões, insistiu que já se efetuaram reformas em alguns dos regimes do país e que outras estão em marcha, sublinhando que o Governo não o quer fazer "de forma brutal". 


"Há reformas e reformas. Não podemos estar de acordo com uma nova desregulação da legislação laboral", acrescentou. 


O ministro grego criticou os comentários da diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, sobre a necessidade de os gregos se comportarem como adultos nas negociações. 

 

"Quando se fazem comentários como este, não há espírito de diálogo sincero", disse, lembrando que a própria Lagarde reconheceu que o FMI cometeu "certos erros técnicos com a Grécia". 

 


Com Lusa

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