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Crise na Grécia

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Tsipras quer referendar acordo com credores internacionais

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, anunciou esta sexta-feira a convocação de um referendo para dia 5 de julho sobre se deve, ou não, ser aceite o acordo com os credores internacionais.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras.

Geert Vanden Wijngaert / AP

"A consulta será realizada a 5 de julho" e a questão será "sim" ou "não" para as últimas propostas dos credores, disse Tsipras já depois da meia-noite (na Grécia), numa mensagem televisiva e após uma reunião de emergência do Governo.

Tsipras revelou que os credores fizeram um ultimato à Grécia e que a resposta tem de ser baseada na vontade soberana do povo grego, tendo também confirmado que vai pedir a extensão, por mais alguns dias, do programa de resgate ao país.

A decisão surge depois de, já esta noite, o núcleo duro do Executivo ter estado reunido depois de mais um dia de impasse nas negociações com os credores.

Para sábado, em Bruxelas está prevista mais uma reunião do Eurogrupo para as 14:00 (13:00 de Lisboa).

Este novo encontro dos ministros das Finanças da zona euro - o quarto na mesma semana e o quinto em dez dias - tem como objetivo chegar a um acordo com a Grécia quanto às medidas a adotar pelo país e acontece a três dias do final do prazo para Atenas pagar cerca de 1,6 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Segundo fontes diplomáticas, se houver acordo e se o Parlamento grego passar as medidas no domingo ou na segunda-feira, serão desbloqueados imediatamente para a Grécia 1.800 milhões de euros de lucros que o Banco Central Europeu (BCE) fez com a dívida pública helénica, a tempo de Atenas pagar o dinheiro devido ao FMI, cujo prazo termina a 30 de junho, na terça-feira.

A proposta dos credores passa ainda por mais financiamento até novembro, mês até ao qual deverá ser estendido o atual programa de resgate.

No total, poderão ir para os cofres helénicos 15,5 mil milhões de euros nos próximos cinco meses, para fazer face às obrigações financeiras para com o FMI e o BCE, mas sendo a libertação desse dinheiro - que irá ser feita por tranches - sempre condicionada à execução das medidas eventualmente acordadas.

Com Lusa
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