sicnot

Perfil

Crise na Grécia

Crise na Grécia

Crise na Grécia

Eurogrupo recusa prolongar programa grego além de 30 de junho

Os ministros das Finanças da zona euro rejeitaram hoje a extensão do programa de assistência financeira à Grécia além de 30 de junho, a próxima terça-feira. O Eurogrupo debate agora as consequências, sem a presença de Varoufakis.

OLIVIER HOSLET

A recusa, noticiada pela France Press, foi já confirmada pelo presidente do Eurogrupo em conferência de imprensa, após cerca de três horas de reunião em Bruxelas. Jeroen Dijsselbloem afirmou que o Eurogrupo teve que "concluir, "lamentavelmente, que o programa vai expirar na terça-feira à noite" e "isso é absolutamente claro neste momento".

O primeiro-ministro grego pediu o prolongamento do programa de ajuda por mais um mês, depois de Tsipras ter anunciado a decisão de convocar  um referendo sobre as propostas dos credores. 

Agora, os ministros das Finanças da zona euro estão de novo reunidos, mas "para discutir consequências" e "preparar passos que seja necessário dar", acrescentou Dijsselbloem, com o objetivo prioritário de "assegurar que a estabilidade da zona euro se mantém ao seu nível mais elevado". O ministro grego, Yanis Varoufakis, já não está presente.

O Eurogrupo foi surpreendido ontem à noite com o anúncio da realização de um referendo a 5 de julho, para que o povo grego decida se aceita, ou não, o acordo proposto pelos credores - Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE). 

Desagradado, o Eurogrupo divulgou até um comunicado nesse sentido, uma nota que não foi assinada pelo ministro grego das Finanças.

O pedido da Grécia para estender o programa tinha como objetivo dar tempo de haver uma decisão do povo grego. 
  • "É um passo muito infeliz de tomar"
    1:08

    Crise na Grécia

    Em conferência de imprensa, o presidente da Eurogrupo confirmou a recusa da extensão do programa para lá de 30 de junho. Dijsselbloem foi claro, disse que a ajuda à Gécia termina na terça-feira à noite. Os gregos tinham pedido uma extensão para levar a cabo um referendo sobre o acordo com os credores, marcar para 5 de julho.

  • Gregos divididos sobre referendo
    1:39

    Crise na Grécia

    O governo grego vai convocar um referendo sobre o acordo proposto pelos credores. A consulta popular deverá acontecer no dia 5 de julho. Esta manhã, em Atenas, voltaram a formar-se filas para levantar dinheiro dos bancos.

  • Presidente do Eurogrupo diz que Grécia fechou porta a negociações
    1:20

    Crise na Grécia

    O presidente do Eurogrupo diz que está muito surpreendido com esta decisão do governo grego. À entrada para a reunião com os ministros das Finanças, que decorre esta tarde, Jeroen Dusselbloem considerou que a Grécia fechou a porta às negociações ao convocar um referendo. Por sua vez, a diretora do FMI, Christine Lagarde, garante que vai continuar a trabalhar para encontrar um consenso.

  • "Estão a gozar com os portugueses, esta abordagem tem de mudar"
    6:45

    Opinião

    José Gomes Ferreira acusa as autoridades e o poder político de continuarem a abordar o problema da origem dos fogos de uma forma que considera errada. Em entrevista, no Primeiro Jornal, o diretor adjunto da SIC, considera que a causa dos fogos "é alguém querer que a floresta arda". José Gomes Ferreira sublinha que não se aprendeu com os erros e que "estão a gozar com os portugueses".

    José Gomes Ferreira

  • "Os portugueses dispensam um chefe de Governo que lhes diz que isto vai acontecer outra vez"
    6:32

    Opinião

    Perante o cenário provocado pelos incêndios, os portugueses querem um chefe de Governo que lhes diga como é que uma tragédia não volta a repetir-se e não, como disse António Costa, que não tem uma fórmula mágica para resolver o problemas dos fogos florestais. A afirmação é de Bernardo Ferrão, da SIC, que questiona ainda a autoridade da ministra da Administração Interna para ir a um centro de operações, uma vez que é contestada por toda a gente.

  • Portugal precisa de "resultados em contra-relógio, após décadas de desordenamento florestal"
    1:18
  • Jornalista que denunciou corrupção do Governo de Malta morre em explosão

    Mundo

    A jornalista Daphne Caruana Galizia, que acusou o Governo de Malta de corrupção, morreu esta segunda-feira, numa explosão de carro. O ataque acontece duas semanas depois de a jornalista maltesa recorrer à polícia, para dizer que estava a receber ameaças de morte. A morte acontece quatro meses após a vitória do Partido Trabalhista de Joseph Muscat, nas eleições antecipadas pelo primeiro-ministro, após as alegações da jornalista, que o ligavam a si e à sua mulher ao escândalo dos Panama Papers. O casal negou as acusações de que teriam usado uma offshore para esconder pagamentos do Governo do Azerbaijão.