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Crise na Grécia

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Parlamento grego aprova referendo, Tsipras confia num "grande não"

O Parlamento grego aprovou, ao início da madrugada, o referendo proposto pelo Governo sobre a última proposta de acordo apresentada pelos credores. O primeiro-ministro está convencido de que o povo vai responder "não" a 5 de julho. Uma consulta popular que o Fundo Monetário Internacional considera não fazer sentido após o fim do programa de resgate - na próxima terça-feira. 

© Yannis Behrakis / Reuters

O referendo, previsto para 5 de julho, foi aprovado por pelo menos 179 deputados, num total de 300, após um debate que durou 14 horas.

No discurso que antecedeu a votação, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, afirmou estar convencido de que "o povo grego dirá um grande não ao ultimato" dos credores do país na consulta. 

Contudo, numa sondagem publicada este domingo, 47% dos inquiridos dizem que votarão sim, 33% optam pelo não e quase 20% estão indecisos.

Referendo deixa de fazer sentido com fim do resgate na terça-feira

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, põe em causa o referendo, que acontecerá após o fim do programa de ajuda e, consequentemente, a proposta de acordo já não terá validade.

"Não posso falar pelo programa do FMI, porque o programa do FMI continua válido, mas o resgate financeiro europeu expira a 30 de junho. Portanto, pelo menos do ponto de vista legal, o referendo terá a ver com propostas e acordos que já não são válidos. É uma questão legal", afirmou Lagarde à BBC.

Lagarde também alertou o Governo liderado por Alexis Tsipras de que a Grécia deixará de ter acesso a qualquer financiamento do FMI se não reembolsar o Fundo em cerca 1,6 mil milhões de euros até às 18:00 de terça-feira em Washington (23:00 em Lisboa).

O Eurogrupo recusou ontem conceder mais dias à Grécia para realizar o referendo a 5 de julho.


Com Lusa
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