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Crise na Grécia

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Fundo Europeu declara Grécia oficialmente em incumprimento

O Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) da zona euro disse hoje que a Grécia está oficialmente em incumprimento, mas a declaração não terá consequências imediatas.             

© Marko Djurica / Reuters

O FEEF declarou, em comunicado, "um caso de incumprimento pela Grécia", mas adiantou que "foi decidido não pedir o reembolso imediato dos empréstimos nem recorrer ao direito a agir". 

O fundo da zona euro - que ajuda a apoiar os países da zona euro em dificuldades, é o detentor da dívida da Grécia aos países da zona euro no valor de 144,6 mil milhões de euros. 

O diretor do FEEF, Klaus Regling, afirmou que o fundo é "o maior credor da Grécia". 

"Este caso de incumprimento é causa de grande preocupação", referiu o responsável, adiantando que traduz a "falha do compromisso feito pela Grécia de honrar as suas obrigações financeiras perante todos os credores e abre a porta para consequências graves para a economia e para o povo gregos". 

"O FEEF vai coordenar de perto com os Estados-membros da zona euro, a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Europeu ações futuras", disse. 

A Grécia pediu emprestado um total de 240 mil milhões de euros a várias instituições, incluindo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Central Europeu (BCE) e Governos europeus. 

Desde 2012, quando o FEEF entrou no resgate à Grécia, foram concedidos 130,9 mil milhões de euros a Atenas.

Na terça-feira, noutro comunicado, a instituição liderada por Klaus Regling fez questão de sublinhar que as condições desses créditos são "de longe as mais favoráveis" já dadas a um país, com maturidades de 30 anos e sem a Grécia ter de pagar nem taxas de juro nem reembolsar a maior parte do empréstimo até 2023.

Essas condições, referia o fundo, permitiram a Atenas poupar mais de 16 mil milhões de euros só no conjunto dos anos 2013 e 2014.

Lusa

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