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Crise na Grécia

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Presidente grego apela à união "no difícil caminho do dia seguinte" ao referendo

O presidente da Grécia, Prokopis Pavlópulos, pediu hoje aos cidadãos para permanecerem "unidos" no "difícil caminho" que se avizinha, independentemente da opção que for escolhida hoje no referendo sobre a proposta dos credores internacionais em troca do resgate.

© Peter Nicholls / Reuters

"Hoje é o dia em que as pessoas são chamadas a pronunciar-se, colocando o seu poder discricionário no interesse público e no interesse nacional. Repito o que disse, várias vezes. O caminho difícil no dia seguinte devemos fazê-lo juntos", disse Pavlópulos depois de votar num subúrbio do norte de Atenas.

O conservador Prokopis Pavlópulos, que como chefe de Estado não falou publicamente sobre o 'Sim' ou o 'Não' ao acordo, defendeu, contudo, a participação no referendo.

Antes do presidente votaram vários ex-primeiros-ministros, todos apoiantes do 'Sim', incluindo o último primeiro-ministro, o conservador Andonis Samaras.

As mais de 19 mil assembleias de voto abriram às 07:00 (05:00 em Lisboa) e fecham às 19:00 (17:00 em Lisboa), antecipando-se uma longa noite para os líderes europeus e para os principais atores financeiros. 

O referendo, o primeiro desde 1974, serve para os gregos decidirem se aceitam o programa apresentado pelos credores internacionais (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu) há mais de uma semana.

Contudo, esse programa já não existe, dado que Atenas falhou o pagamento de 1,55 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI) a meio da semana passada.

É exigida uma participação de pelo menos 40% do eleitorado para que o resultado do referendo seja considerado válido.

Os primeiros resultados devem ser conhecidos a partir das 19:00 (hora em Lisboa).

O Governo grego surpreendeu toda a gente ao final do dia 26 de junho, ao anunciar um referendo durante as negociações, e ficou assim arredado de receber, pelo menos para já, cerca de 12 mil milhões de euros que estavam a ser negociados com os parceiros europeus até novembro, e mais de 3,5 mil milhões de euros vindos do FMI.

O executivo Syriza liderado por Alexis Tsipras, bem como a direita nacionalista ANEL e os neonazis do Aurora Dourada, defendem que a resposta à pergunta sobre se aceita o programa de ajuda externa que estava em cima da mesa deve ser o 'Não', argumentando que um novo mandato do povo grego dará mais força negocial a partir de segunda-feira, quando a 'troika' se sentar novamente à mesa com as autoridades gregas.

Do lado europeu, a interpretação é contrária: um 'Não' significa, na verdade, um não à zona euro e à Europa, dado que a Grécia não tem condições para continuar a usar a moeda única sem assistência financeira dos parceiros.

Do outro lado da barricada estão os partidos da oposição (Nova Democracia, de direita, o Pasok e o To Potami, ambos de centro-esquerda), que apostam num 'Sim' como forma de garantir a ajuda financeira que a Grécia desesperadamente precisa para manter o país a funcionar.

Se for este o veredito dos gregos, há uma grande probabilidade de o Governo se demitir, sendo que o ministro das Finanças já disse explicitamente que o faria, bem como o primeiro-ministro, embora de forma menos direta.

 

 

 

 

Lusa

 

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