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Crise na Grécia

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Ex-presidente francês diz que a Grécia deve sair do euro

O antigo presidente francês Valery Giscard d'Estaing, um arquiteto da entrada da Grécia na União Europeia em 1981, disse hoje que o país deve ser suspenso do euro.

© Benoit Tessier / Reuters

"É necessário colocar a Grécia fora do euro", defendeu hoje Valery Giscard d'Estaing numa entrevista à revista francesa L'Express, considerando que os gregos "abandonaram a união económica, e assim, indiretamente, a união monetária". 

O antigo presidente francês referia-se à eleição do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras (do partido de esquerda radical Syriza), "uma escolha confirmada pelo referendo" de domingo. 

Giscard já tinha defendido uma "saída amigável" da Grécia da zona euro em fevereiro, referindo que os artigos 108 e 109 do Tratado de Maastricht (que cria o euro) deixam espaço para isso.

Estes artigos aplicam-se a países que "desejam aderir à União Europeia sem adotar a moeda única", mas também permitem "avançar com um cenário de saída", afirmou.

O antigo presidente francês disse não se arrepender da entrada da Grécia na União Europeia, mas considerou, por outro lado, que a adoção do euro em 2001 foi "um erro" e que os líderes gregos "não queriam nem planearam seguir as políticas da zona euro", de limites de défice e de dívida.

Os gregos rejeitaram no domingo, em referendo, por ampla maioria (61,34 por cento) as propostas dos credores internacionais, (instituições europeias e Fundo Monetário Internacional), agravando o clima de incerteza na zona euro.

Hoje, o ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, decidiu demitir-se, a pedido do primeiro-ministro grego e para o final do dia está agendado um encontro entre o chefe de Estado francês e a chanceler alemã, Angela Merkel, para discutir a crise atual.

Na sequência dos resultados do referendo, está também agendada para terça-feira uma cimeira extraordinária da zona euro, antecedida de uma reunião do Eurogrupo. 

Lusa

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