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Crise na Grécia

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Vitória do "não" comparada com Euro 2004 na imprensa alemã

A vitória do "não" no referendo grego, que recusa a implementação de novas medidas de austeridade propostas pelos credores internacionais, domina hoje as primeiras páginas da imprensa alemã.

Angela Merkel, esta manhã à chegada à chancelaria alemã

Angela Merkel, esta manhã à chegada à chancelaria alemã

© Fabrizio Bensch / Reuters

"Celebrações como durante a vitória do Euro 2004", escreve o diário Bild, que compara os festejos de domingo na Grécia com as comemorações que tiveram lugar depois da vitória da Grécia contra Portugal na final do Campeonato Europeu de Futebol em 2004. O diário pergunta ainda "E agora, chanceler?". 

O diário Die Welt apresenta como manchete "Gregos votam 'não' contra reformas", referindo que que os bancos estão a ficar sem dinheiro e que , depois dos resultados da consulta pública na Grécia, a tensão entre a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o governo de Atenas vai continuar.

O Frankfurter Allgemeine destaca que a rejeição das medidas de austeridade são mais claras do que o esperado e faz referência à cimeira europeia extraordinária anunciada para a próxima terça-feira pela chanceler alemã, Angela Merkel, e pelo presidente francês, François Hollande. 

A primeira página do diário realça ainda um artigo de opinião, em que o jornalista de política Peter Sturm escreve que "a única coisa que os gregos podem esperar é que nada mudará para melhor num futuro próximo". 

O Süddeutsche Zeitung noticia, na primeira página, que "as instituições públicas gregas temem tumultos e preparam planos de emergência". Metade da primeira página do diário é ocupada por uma foto que mostra jovens gregos com bandeiras na mão a comemorarem a vitória do "não". 

"País dilacerado" é a manchete do Die Tageszeitung que ilustra a chamada de capa com uma foto da bandeira grega rasgada. O diário traz na primeira página um artigo de opinião de Ulrike Herrmann, editora de economia, que escreve que o resultado do referendo vai fazer história e que é aconselhável que os líderes europeus comecem a colaborar com o governo grego. 

No domingo, os gregos foram às urnas decidir se aceitavam as propostas dos credores num referendo que serviu de teste ao governo da Grécia. 

O 'Não' às propostas dos credores obteve 61,31% no referendo de domingo na Grécia, segundo números definitivos hoje divulgados pelo Ministério do Interior grego.

Com a totalidade dos votos contados, o 'Sim' foi a escolha de 38,69% dos gregos, enquanto 5,80% dos votos foram considerados brancos ou nulos.

A abstenção foi de 37,5%, num universo de quase 10 milhões de eleitores, de acordo com os mesmos dados.

 

Lusa

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