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Crise na Grécia

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Presidente do Parlamento Europeu pela "integralidade da zona euro"

O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, declarou hoje que é claramente "pela integralidade da zona euro" e contra a saída da Grécia da zona euro, e disse esperar que seja possível encontrar um acordo "aceitável para todos".

© Eric Vidal / Reuters Arquivo

Numa conferência de imprensa em Estrasburgo, à margem da sessão plenária do Parlamento Europeu, Martin Schulz, confrontado com as posições duras que assumiu nos dias anteriores ao referendo na Grécia, negou que alguma vez tenha defendido que Atenas deveria adotar outra moeda em caso de triunfo do "não" no referendo, e disse que o cenário, que defendeu, de demissão do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, caso o "sim" vencesse, era admitido pelo próprio.

"A minha posição pessoal, para o repetir de uma forma muito clara, é que sou pela integralidade da zona euro, e aqueles que querem dividir a zona euro cometem um erro", disse, notando que o seu "empenho desde o início e até ao último minuto" em busca de um entendimento foi confirmado pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, durante o debate realizado de manhã no hemiciclo.

Schulz admitiu que Tsipras "tem um mandato popular muito claro", após mais de 60% dos gregos terem apoiado a posição do governo de rejeitar a última proposta apresentada pelos credores, e considerou que agora cabe ao executivo de Atenas apresentar propostas, mas tendo em conta que há outros 18 países na zona euro que concordavam com a proposta rejeitada em referendo pelo povo grego.

"Espero que alcancemos um compromisso aceitável para todos", concluiu.

Os responsáveis políticos da zona euro vão discutir hoje, em Bruxelas, o caminho a seguir relativamente à Grécia depois do referendo de domingo, em reuniões de ministros das Finanças e de chefes de Estado e de Governo.

Na sequência da vitória clara do "não" na consulta popular que o Governo grego decidiu realizar, o presidente do Conselho Europeu convocou, a pedido de Berlim e de Paris, uma cimeira da zona euro, a ter início às 18:00 locais (17:00 de Lisboa) e que será antecedida de uma reunião dos ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo), às 13:00 (12:00 de Lisboa).

Lusa

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