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Crise na Grécia

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Líderes discutem proposta de compromisso para resgate grego

Os líderes dos países da Zona Euro, reunidos em Bruxelas, estão a discutir uma proposta de compromisso relativa a um terceiro resgate financeiro para a Grécia.

© Francois Lenoir / Reuters

O encontro já foi suspenso e retomado várias vezes e está a ser marcado por reuniões bilaterais entre os líderes que estão no centro do conflito: o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, a chanceler alemã, Angela Merkel, o Presidente francês, François Hollande, e o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

Depois da última reunião bilateral, os 19 líderes do Euro voltaram a sentar-se à mesa às 4:30 e estão a avaliar uma proposta de compromisso. Para já, a grande novidade da noite foi a retirada da hipótese da Grécia sair temporariamente da Zona Euro, uma hipótese que tinha sido avançada no documento final do Eurogrupo.

Em contrapartida, Tsipras aceitou que alguns bens gregos sejam transferidos para um fundo patrimonial e utilizados como garantia de reembolso da dívida grega. Este é precisamente um dos pontos que está a travar o acordo: o primeiro-ministro grego não aceita transferir para o fundo externo o valor de 50 mil milhões de euros, como propôs o Eurogrupo.

As negociações duram desde as 15:30 (14:30 de Lisboa).

Bancos em situação "muito precária"

Tsipras, defendeu, perante os seus homólogos, que flexibilizem a posição apresentada no encontro de ministros da Economia e Finanças da Zona Euro. 

O primeiro-ministro grego salientou aos outros membros do Eurogrupo a urgência de tomar hoje uma decisão firme que sirva de base ao Banco Central Europeu (BCE) para aumentar segunda-feira as linhas de liquidez de emergência de que se alimentam os bancos gregos.

Os bancos gregos, disse o primeiro-ministro, encontram-se em situação real "muito precária".

Pontos de discórdia

Para o Governo da Grécia, os principais pontos de desacordo são a participação do FMI num futuro programa, que estima a necessidade de financiamento em entre 82 mil e 86 mil milhões de euros.

Ainda assim, Alexis Tsipras terá aceitado que o FMI continue nas negociações, tendo também cedido em algumas privatizações.

Recorde-se que os gregos têm até esta segunda-feira, 13 de julho, para efetuar um pagamento de 451 milhões de euros ao FMI. Caso não o façam, será o segundo incumprimento e a Grécia passa a ter cerca de 2 mil milhões de euros em atraso.

Críticas à Alemanha e ao Eurogrupo

O Nobel da Economia Paul Krugman considerou, num artigo de opinião, que as exigências do Eurogrupo em relação à Grécia "são uma loucura" e "uma grotesca traição" de tudo o que o projeto Europeu representa.

O também Nobel da Economia, Joseph Stiglitz, acusou este domingo a Alemanha de "falta de solidariedade" com a Grécia, e de prejudicar gravemente o projeto europeu.

"A Alemanha mostrou uma falta de solidariedade. Não se pode gerir uma Zona Euro sem um mínimo de solidariedade. [Esta crise] mina completamente a visão comum e de solidariedade europeia. É um desastre", disse Joseph Stiglitz à margem de uma conferência sobre Financiamento e Desenvolvimento, que se inicia segunda-feira em Adis Abeba. 

Impacto nos mercados asiáticos

O Governo e o Banco Central do Japão estão reunidos para discutir a situação da Grécia e a tensão entre os líderes da Zona Euro.

A intenção é proteger o Japão de uma onda de choque que possa ser provocada pelo impasse nas negociações entre a Europa e a Grécia.

O euro abriu a negociar em baixa face ao dólar, no mercado asiático.

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