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Crise na Grécia

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Grécia assinou "termos de rendição", segundo Varoufakis

O ex-ministro das Finanças grego Yanis Varoufakis classificou de "termos de rendição" o acordo entre Atenas e os credores para um terceiro resgate, que tem como objetivo converter a Grécia num "vassalo" do Eurogrupo.

Num anúncio surpreendente, horas apenas após o anúncio dos resultados do referendo, Yanis Varoufakis disse que abandonava o cargo de ministro das Finanças para ajudar o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, a continuar as negociações com os credores internacionais.

Num anúncio surpreendente, horas apenas após o anúncio dos resultados do referendo, Yanis Varoufakis disse que abandonava o cargo de ministro das Finanças para ajudar o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, a continuar as negociações com os credores internacionais.

© Marko Djurica / Reuters

Num artigo publicado hoje no seu blog, Varoufakis sustenta que o comunicado da cimeira da zona euro de segunda-feira se lê "como um documento sobre os termos da rendiação da Grécia".

"Está pensado como uma declaração que confirma que a Grécia aceita converter-se num vassalo do Eurogrupo", afirma Varoufakis, que sublinha que nunca antes a União Europeia tomou uma decisão que "mina de forma tão fundamental o projeto da integração europeia".

"Os líderes da Europa, com a forma como trataram Alexis Tsipras [primeiro-ministro grego] e o nosso Governo, infligiram um golpe decisivo contra o projeto europeu", diz o economista.

O deputado de esquerda considera que o acordo de segunda-feira não tem nada a ver com a economia, "nem com nada que tenha que ver com uma agenda de reforma capaz de tirar a Grécia do lodo".

"É pura e simplesmente uma manifestação de uma política humilhante" e ainda por cima uma demonstração da "completa anulação da soberania nacional, sem pôr no seu lugar uma "política supranacional, paneuropeia".

"Os europeus, incluindo os que não lhes interessa a Grécia, devem ter cuidado", afirma.

Varoufakis acredita que a opinião pública dá demasiada importância nestes dias ao comportamento que possam ter os deputados na votação do pacote de medidas e considera que é mais importante questionar-se se a economia grega tem a mais mínima possibilidade de recuperar com esse tipo de medidas ou se a "rendição pela parte dos gregos" não aprofundará ainda mais a "interminável crise".

Com Lusa

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