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Crise na Grécia

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"Melhor caminho para a Grécia talvez seja saída temporária do euro"

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, defendeu hoje que "o melhor caminho para a Grécia talvez seja uma saída temporária do euro", numa entrevista à rádio pública Deutschlandfunk.

© Fabrizio Bensch / Reuters

Alegando que muitos economistas não acreditam que a Grécia possa avançar sem um corte da dívida, "incompatível com a pertença à união monetária", Schäuble afirmou que "ninguém sabe como pode (a Grécia) continuar sem um corte da dívida".

Mas "todos sabemos que esse corte da dívida é impossível, esta é a situação", sublinhou Schäuble numa entrevista à Deutschlandfunk.

O titular das Finanças, que pôs sobre a mesa no Eurogrupo a ideia de uma saída temporária da Grécia do euro durante cinco anos, sublinhou que essa hipótese não era uma obrigação nem uma proposta para Atenas.

A ideia recolhia, na opinião de Schäuble, o pensamento de muitos economistas, também na Grécia, que duvidam que o país possa solucionar os seus problemas sem um corte da dívida, que, precisou, é impossível de fazer no âmbito da união monetária.

"Veremos se depois de tudo há um caminho para chegar a um programa, perante as crescentes necessidades financeiras" do país, respondeu Schäuble ao ser questionado sobre se também acredita que o melhor caminho seria uma saída temporária.

Há umas semanas cifravam-se as necessidades de financiamento de Atenas em 10.000 milhões de euros, que "não são pequenas", sublinhou Schäuble, a agora fala-se de mais de 80.000 milhões de euros, tornando a situação "excecionalmente complicada".

Segundo Schäuble, a votação realizada na última noite no Parlamento grego é "mais um passo" e agora o Eurogrupo deve verificar que foram aprovadas as reformas acordadas para poder depois recomendar o início das negociações para um terceiro pacote de ajudas.

Questionado sobre se confia no Governo de Alexis Tsipras, Schäuble limitou-se a sublinhar que o Parlamento grego se comprometeu a fazer reformas, mas também recordou que há cinco anos as autoridades gregas já acordaram pôr em andamento as medidas - que agora parecem tão polémicas - e não o fizeram.

O ministro alemão reconheceu a dificuldade do debate de quarta-feira na Grécia, já que a população rejeitou no referendo o que foi aprovado pelo Parlamento.

Se a Grécia quer ajuda, adiantou, deve fazer as reformas necessárias para avançar para uma situação em que possa ser independente dessa ajuda e viver com os seus próprios meios.

Com Lusa

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