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Crise na Grécia

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Mãe de Tsipras diz que o filho já não tem tempo para ver a família

A mãe do primeiro-ministro grego disse hoje a um jornal de Atenas que Alexis Tsipras come e dorme muito mal e não consegue arranjar tempo para se encontrar com a família.

Thanassis Stavrakis

A entrevista de Aristi Trsipras, 73 anos, ao tabloide Parapolitika é publicada numa altura em que o primeiro-ministro procede a uma remodelação governamental que retira os ministros "rebeldes" do Executivo liderado pelo Syriza.

"Ultimamente, Alexis come mal e dorme mal mas não tem escolha. Tem uma dívida para com as pessoas que depositaram esperanças nele", disse a mãe do chefe do governo de Atenas.

"Eu já não o vejo há muito tempo. Ele vai do aeroporto diretamente para o parlamento. Ele nem sequer tem tempo para ver os filhos, quanto mais ver-me a mim", lamenta Aristi Tsipras.

"Quando falamos digo-lhe para fazer o melhor pelo país e para cuidar de si. Ele diz-me para eu não me preocupar e que tudo vai correr bem", disse ainda a mãe do primeiro-ministro.

Hoje, os novos ministros do governo da Grécia prestaram juramento numa cerimónia no palácio presidencial, depois de na sexta-feira o primeiro-ministro grego, Alex Tsipras, anunciar uma remodelação que abrangeu 10 membros do Executivo.

Na presença do Presidente da República, Prokopis Pavlópulos, e de Tsipras, os novos ministros, vice-ministros e ministros-adjuntos tomaram posse.

A mudança mais significativa e também a mais previsível foi a do ministro da Reconstrução Produtiva, Energia e Meio Ambiente, Panayotis Lafazanis, que fez parte dos 32 deputados do Syriza que votaram contra as reformas, na quarta-feira, no parlamento grego.

Lusa

  • Fuga de Vale de Judeus em junho de 1975 no Perdidos e Achados
    0:36

    Perdidos e Achados

    Prisão Vale de Judeus, final de tarde de domingo, dia 29 de junho de 1975. O plano da fuga terá sido desenhado por uma vintena de homens. Serrada a presiana metálica era preciso passar, para fora do edifício, as cabeceiras dos beliches onde os presos dormiam. Ao longo de cerca de uma hora 89 detidos, agentes da PIDE/DGS, a Polícia Internacional e de Defesa do Estado português extinta depois da revolução de 1974, fogem do estabelecimento prisional.

    Segunda-feira no Jornal da Noite