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Crise na Grécia

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Tsipras admite eleições antecipadas

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, disse hoje que o seu Governo será forçado à convocação de eleições antecipadas caso não recupere a maioria parlamentar que perdeu nas duas últimas votações sobre as reformas exigidas pelos credores.

© Ronen Zvulun / Reuters

"Se não tivermos maioria parlamentar, seremos forçados a eleições", disse Tsipras, em entrevista à rádio Sto Kokkino, identificada com o Syriza, no poder. No entanto, irá tentar convencer os deputados do seu partido que se opuseram ao acordo com os credores internacionais (Comissão Europeia, Banco Central Europeu, Mecanismo Europeu de Estabilidade e Fundo Monetário Internacional) a voltarem a apoiar o Governo nas reformas que se perspetivam.

No entanto, o líder do partido da esquerda radical -- que venceu as legislativas de janeiro e elegeu 149 dos 300 deputados --, reconheceu que os compromissos do "acordo de Bruxelas" de 13 de julho conduziram a uma situação que poderá implicar a convocação de eleições antecipadas.

Nas duas votações no parlamento sobre os programas de reformas, que os credores internacionais exigiram como condição prévia para o início das conversações sobre um terceiro resgate avaliado em 86 mil milhões de euros por três anos, mais de 30 deputados do Syriza decidiram votar contra.

Os projetos em discussão acabaram por ser aprovados com os votos dos deputados dos Gregos Independentes (Anel, parceiro de coligação) e dos representantes de três partidos da oposição (Nova Democracia, Pasok e To Potami).

"Sou o último que teria pretendido eleições caso tivéssemos mantido a maioria parlamentar" para os próximos quatro anos, disse.

O líder do Syriza sublinhou que a sua prioridade consiste em garantir um acordo para o terceiro resgate, e espera que no início de setembro o seu partido convoque um congresso extraordinário para definir qual o seu programa e as próximas iniciativas.

Tsipras criticou indiretamente os deputados rebeldes e definiu como "curtos de ideias" os que pensam que se pode "fazer a revolução com o assalto ao Palácio de Inverno".

"Os compromissos também são parte da tática revolucionária", acrescentou.

Lusa

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