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Crise na Grécia

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Grécia e credores discutem questões laborais, reformas e pensões

A Grécia e os representantes dos credores internacionais mantiveram hoje uma reunião sobre questões laborais e a reforma das pensões, dois temas particularmente complicados para o Governo grego que os incluía nas suas "linhas vermelhas".

Alexis Tsipras, primeiro-ministro grego.

Alexis Tsipras, primeiro-ministro grego.

© Yiannis Kourtoglou / Reuters

Num encontro informal de hora e meia com o ministro do Trabalho, Yorgos Katrugalos, representantes das instituições conversaram sobre estes temas com o objetivo de estabelecer um "roteiro negocial".

Em declarações à agência noticiosa grega Ana, Katrugalos assegurou que a sessão decorre num "clima construtivo" e esclareceu que, apesar de os aspetos técnicos mais concretos decorrerem no hotel onde está alojado o quarteto, o convite para o ministério foi por vontade própria.

Entre o executivo e os parceiros europeus surgiram diversos desacordos que, segundo os media locais, dizem respeito à primeira medida que deverá começar a funcionar progressivamente, relacionada com o fim das reformas antecipadas.

O Governo pretende que a medida seja aplicada a partir de outubro, enquanto os credores exigem a sua aplicação com efeitos retroativos a 1 de julho de 2015, sem proteção dos direitos adquiridos.

Em relação à reforma do sistema de pensões, Katrugalos considerou que o Governo está preparado para legislar sempre que as medidas resultantes "garantam a sustentabilidade do sistema de um segurança social socialmente justo e racional".

Em qualquer caso, o Governo está envolvido numa corrida contra o tempo e pretende negociar o novo resgate antes de 20 de agosto, quando deverá garantir um novo reembolso de 3,2 mil milhões de euros ao Banco central europeu (BCE).

De acordo com os media, os parceiros europeus pretendem que o Governo forneça uma nova prova de credibilidade e aprove um novo pacote de reformas antes da assinatura do resgate.

Este novo pacote de austeridade poderia incluir não apenas a abolição imediata das reformas antecipadas, mas também a aplicação da cláusula de défice zero nas caixas de pensões, o aumento das contribuições para alguns setores, a reforma da fiscalidade dos agricultores, uma redução do salário mínimo no setor público e uma liberalização dos despedimentos.

Após a aprovação do resgate, a Grécia espera receber uma primeira parcela de 25 mil milhões de euros, de um total de 86 mil milhões de euros, dos quais 10 mil milhões serão injetados na banca, para além do pagamento de diversas dívidas, incluindo ao BCE e FMI.

Lusa

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