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Crise na Grécia

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Eurogrupo reúne-se hoje para analisar 3º resgate à Grécia

Os ministros das Finanças da zona euro reúnem-se hoje à tarde em Bruxelas para discutirem o terceiro resgate à Grécia, apesar das dúvidas que permanecem e da possibilidade de se optar no imediato por um novo empréstimo transitório.

O Governo grego comprometeu-se a aplicar uma série de medidas nos próximos três anos, como contrapartida ao terceiro resgate internacional, e a implementar um "ambicioso programa de privatizações", com o qual pretende encaixar 6,4 mil milhões de euros até 2017.

O Governo grego comprometeu-se a aplicar uma série de medidas nos próximos três anos, como contrapartida ao terceiro resgate internacional, e a implementar um "ambicioso programa de privatizações", com o qual pretende encaixar 6,4 mil milhões de euros até 2017.

Petros Karadjias / AP

Depois do acordo técnico no início da semana entre Atenas e a 'troika' - Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu e ainda Mecanismo Europeu de Estabilidade -, a reunião do Eurogrupo de hoje deveria dar o aval político ao novo pacote de ajuda financeira de 85 mil milhões de euros.

No entanto, este Eurogrupo não deverá ser uma mera formalidade e o terceiro resgate poderá não estar pronto a tempo de Atenas receber o primeiro desembolso até 20 agosto, e de o Governo de Alexis Tsipras pagar 3,4 mil milhões de dívida ao BCE. A Alemanha tem insistido que um programa de três anos tem de ter uma base sólida e que é preciso tempo para fazer uma análise profunda. Berlim quer sobretudo esclarecimentos sobre o futuro papel do FMI, a sustentabilidade da dívida pública, a credibilidade das reformas e as privatizações.

Por isso mesmo, além dos documentos técnicos e jurídicos com vista a um novo resgate, a Comissão Europeia preparou também todos os documentos para um empréstimo intercalar, que evite que Atenas entre em incumprimento.

Este seria o segundo financiamento-ponte, depois dos 7,1 mil milhões de euros recebidos em julho passado, e deveria voltar a sair do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF), financiado pelo conjunto dos 28 Estados-Membros e não apenas pela zona do euro. Tal como da última vez, os países que não integram a zona euro deverão exigir garantias reforçadas para fazer face ao risco de Atenas não devolver o dinheiro.

Já o financiamento do terceiro resgate virá do Mecanismo Europeu de Estabilidade, o fundo de resgate permanente do euro. Mesmo que hoje seja dada 'luz verde' no Eurogrupo, o programa terá ainda de ser aprovado em vários parlamentos nacionais, caso dos da Alemanha ou Finlândia.

Atenas espera que o primeiro desembolso do terceiro programa de resgate varie entre 20 a 25 mil milhões de euros, para cobrir o pagamento ao BCE de 3,4 mil milhões nos próximos dias, os 1,6 mil milhões de euros ao FMI em setembro, o empréstimo-ponte concedido pela UE há um mês e ainda cerca de 10 mil milhões de euros para uma recapitalização imediata dos bancos gregos em situação mais frágil.

Para que possa começar a receber o dinheiro, os credores exigem que a Grécia não só aprove as medidas no parlamento, mas também que comece a executá-las.

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