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Crise na Grécia

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Se resgate grego falhar pode surgir novo stress financeiro na zona euro, avisa FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou hoje que, se o programa de resgate grego falhar devido a incerteza política ou a algum cansaço reformista, "pode ressurgir o stress financeiro na zona euro".

O Governo grego comprometeu-se a aplicar uma série de medidas nos próximos três anos, como contrapartida ao terceiro resgate internacional, e a implementar um "ambicioso programa de privatizações", com o qual pretende encaixar 6,4 mil milhões de euros até 2017.

O Governo grego comprometeu-se a aplicar uma série de medidas nos próximos três anos, como contrapartida ao terceiro resgate internacional, e a implementar um "ambicioso programa de privatizações", com o qual pretende encaixar 6,4 mil milhões de euros até 2017.

Petros Karadjias / AP

Numa nota preparatória da reunião do G20, que começa na sexta-feira em Ancara, o FMI considera que "os riscos [para a atividade económica global] continuam do lado negativo" e alerta que "a materialização de alguns destes riscos iria implicar perspetivas de crescimento muito mais fracas".

Em particular no que se refere à Grécia, no documento que não vincula o Conselho de Administração do Fundo, lê-se que a reação dos mercados financeiros às incertezas quanto às negociações do novo programa de ajuda financeira à Grécia "foi limitada" e que "os riscos diminuíram significativamente desde o acordo para um novo programa do Mecanismo Europeu de Estabilidade para a Grécia".

No entanto, a instituição liderada por Christine Lagarde deixa um aviso: "se a implementação do programa falhar devido a incerteza política ou a fatiga nas reformas, pode ressurgir o stress financeiro na zona euro".

No dia 11 de agosto, o Governo grego e as instituições credoras (Comissão Europeia, Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Mecanismo Europeu de Estabilidade) chegaram a acordo para conceder à Grécia um empréstimo de cerca de 86 mil milhões de euros em três anos.

Segundo o acordo, os credores terão de fazer avaliações a cada três meses (a primeira está prevista para outubro) com o objetivo de verificar o avanço das reformas que o Governo prometeu fazer.

No documento hoje divulgado, o Fundo sublinha ainda que o crescimento da economia mundial "continua moderado", o que se deve, por um lado, a um maior abrandamento das economias emergentes e, por outro, à fraca recuperação das economias desenvolvidas.

ND (EO) // JPS

Lusa/fim

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