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Crise na Grécia

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Syriza e rivais lado a lado nas sondagens

O Syriza, de esquerda, e os rivais conservadores da Nova Democracia surgiram hoje praticamente empatados nas sondagens para as eleições legislativas, a 20 de setembro, sendo improvável que alguma delas venha a atingir a maioria absoluta.

© Alkis Konstantinidis / Reuter

Depois de o líder do Syriza, Alexis Tsipras, ter aparecido como o político mais popular há várias semanas, sondagens hoje divulgadas pelos jornais gregos To Vima e Ethnos indicam um crescimento da popularidade do líder da Nova Democracia, Vangelis Meimarakis.

Tsipras abandonou o cargo de primeiro-ministro a 20 de agosto, provocando eleições antecipadas, após sofrer forte contestação dos seus colegas de partido ao programa de ajuda negociado para a Grécia.

Ambas as sondagens atribuem ao Syriza uma ligeira vantagem nas intenções de voto, com o To Vima a atribuir 26,5 por cento ao partido de Tsipras e 25,9 à Nova Democracia.

A sondagem do Ethnos atribui 24,4 por cento ao Syriza e 24 por cento aos conservadores.

A sondagem do To Vima evidencia ainda Meimarakis a subir nos indíces individuais de popularidade, com 44,8 por cento contra 44 de Tsipras. O Ethnos, contudo, dá 45,8 por cento para Tsipras e 44,3 para o seu rival conservador.

Em entrevista, Maimarakis reiterou o apelo para que os dois partidos formem coligação, ideia que Tsipras já rejeitou.

Meimarakis, de 61 anos, que assumiu a liderança do partido em Julho, também afirmou que pretende melhorar a ajuda de 86 mil milhões de euros acordada para a Grécia.

O Syriza chegou ao poder em Janeiro, numa onda popular de contestação às medidas de austeridade impostas à Grécia, mas os diversos deputados do partido retiraram o apoio a Tsipras após o novo acordo, que exige que a Grécia aumente impostos, corte nas despesas e faça privatizações.

Meimarakis é um político experimentado que entrou jovem para o partido, em 1974, e que foi ministro da defesa entre 2006 e 2009. No seu programa, propõe-se "estabilizar a economia", manter a Grécia na eurozona e melhorar o programa de ajuda ao país.

Nas sondagens, os ultra-nacionalistas da Aurora Dourada aparecem em terceiro lugar, recolhendo entre 5,9 e 6,5 por cento das intenções dos votos.

Lusa

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