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Crise na Grécia

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Delegação de credores chega esta semana a Atenas para avaliar reformas

A equipa de representantes dos credores da Grécia é esperada esta semana em Atenas para avaliar a aplicação das reformas exigidas para que prossiga a ajuda financeira ao país, indicou hoje o Ministério das Finanças grego.

© Ronen Zvulun / Reuters

Segundo o ministério, Declan Costello, da Comissão Europeia, Rasmus Rüffer, do Banco Central Europeu (BCE), Nicola Giammarioli, do Mecanismo Europeu de Estabilidade, e Delia Velculescu, do Fundo Monetário Internacional (FMI) devem reunir-se com o ministro das Finanças, Euclide Tsakalotos, e outros responsáveis gregos ao longo da semana.

Os encontros vão decorrer entre quarta-feira e sexta-feira, disse em Bruxelas a porta-voz da Comissão Europeia para os Assuntos Económicos.

Esta é a primeira visita da equipa à Grécia desde a recondução de Alexis Tsipras no cargo de primeiro-ministro, após as legislativas de 20 de setembro.

De acordo com fonte europeia, os responsáveis terão "conversações preparatórias" e há "uma cooperação total" entre as duas partes.

O parlamento grego aprovou na sexta-feira um novo pacote de medidas de austeridade e em novembro são esperadas novas medidas.

Contra estas reformas, o sindicato do setor privado GSEE já lançou um apelo para uma greve geral a 12 de novembro.

A aplicação das reformas acordadas com os credores é uma condição exigida por estes para pagar à Grécia uma nova prestação do empréstimo concedido ao país.

Atenas recebeu em agosto uma primeira tranche de 13 mil milhões de euros de um empréstimo total de 86 mil milhões que serão pagos em três anos. Este dinheiro é utilizado sobretudo para o reembolso de dívidas ao BCE e ao FMI.

Os credores devem pronunciar-se globalmente até ao fim do ano sobre as medidas exigidas para que Atenas possa iniciar, como pretende, negociações sobre a reestruturação da dívida pública e sobre a conclusão do processo de recapitalização do sistema bancário.

O BCE tem manifestado vontade de avançar neste último capítulo, mas os parceiros europeus mostram-se mais intransigentes, com a Alemanha na primeira linha, querendo "manter a pressão" sobre a Grécia.

Lusa

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