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Crise na Grécia

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Grécia cumpre quinta-feira segunda greve geral no espaço de um mês

A Grécia cumpre quinta-feira uma greve geral, a segunda no espaço de um mês e um ritual que se repete desde o início da crise em 2010 e que a esquerda, no poder, não está a conseguir evitar.

© Alkis Konstantinidis / Reuter

Após a subida ao poder em janeiro, prometendo o fim da austeridade, o Governo de Alexis Tsipras, uma coligação do Syriza (esquerda radical) com os Gregos independentes (direita soberanista) comprometeu-se em julho a aplicar um conjunto de difíceis reformas em troca de um novo plano de resgate de 86 mil milhões de euros.

O Governo Tsipras "infelizmente e também ele cedeu às medidas de rigor e alimentou falsas esperanças", disse, citado pela agência noticiosa France Presse (AFP), o presidente da Confederação dos funcionários públicos (Adedy), Nikolaos Adamopoulos.

"A greve de quinta-feira [que junta os setores público e privado] segue-se à de 12 de novembro, que decorreu na véspera do voto no parlamento sobre o aumento dos impostos, e vamos prosseguir", assinalou.

A mobilização de quinta-feira ocorre dois dias após o voto no parlamento de um novo orçamento de austeridade e assinalado, à semelhança dos aprovados pelos anteriores governos de coligação entre a direita e os socialistas, por aumentos de impostos exigidos pelos credores de Atenas, a União Europeia (UE) e o FMI.

A greve deve afetar sobretudo o setor público, os ministérios, os hospitais, as escolas e as ligações marítimas, e estão ainda previstas paragens de trabalho nos transportes urbanos.

Adamopoulos recordou que as sucessivas mobilizações dos últimos anos provocaram a queda de três governos e a realização de quatro eleições legislativas em seis anos.

À semelhança da greve de 12 de novembro, o Syriza apelou "aos trabalhadores, reformados, desempregados e jovens para participarem em massa no movimento de quinta-feira contra as políticas neoliberais dos últimos anos", um apelo definido por analistas como uma "estranha contradição", pelo facto de o partido ocupar o poder.

Os jornalistas cumpriram hoje o dia de greve para poderem cobrir o movimento grevista na quinta-feira.

Lusa

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