sicnot

Perfil

Crise na Grécia

Crise na Grécia

Crise na Grécia

Grécia pode sair do euro se não tiver perdão de dívida, diz FMI

O Fundo Monetário Internacional reiterou hoje o aviso de que "os medos sobre a saída da Grécia do euro vão ressurgir" se não for aplicado um "sólido e credível" plano de reformas, complementado com o alívio da dívida.

O pagamento de cerca de 500 milhões de euros deverá acontecer assim que se adote a legislação, enquanto outros 800 milhões deverão chegar à Grécia antes de 2017. (Arquivo)

O pagamento de cerca de 500 milhões de euros deverá acontecer assim que se adote a legislação, enquanto outros 800 milhões deverão chegar à Grécia antes de 2017. (Arquivo)

© Yannis Behrakis / Reuters

"Um plano construído sobre pressupostos excessivamente otimistas vai provocar rapidamente o ressurgimento dos medos da saída da Grécia do euro", afirmou Poul Thomsen, o chefe do Departamento da Europa do Fundo Monetário Internacional (FMI), num blogue da instituição financeira.

Thomsen voltou a insistir na necessidade de juntar reformas e alívio da dívida, para que o plano grego seja "credível" e restaure "a confiança".

Em concreto, mencionou o sistema de pensões grego, que qualificou como sendo de uma "generosidade inexequível", especificando que Atenas dedica o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto ao seu financiamento, o que compara com uma média europeia de 2%.

A isto, acrescentou o funcionário do fundo, há que acrescentar "o sucesso muito limitado da Grécia no combate à infame evasão fiscal", o que torna inevitável a reforma do sistema de pensões.

"Por fim, devem sair as contas: a combinação de reformas mais um alívio de dívida deve dar-nos e à comunidade internacional garantias razoáveis de que no final do próximo programa, depois de uma década de dependência da assistência europeia e do FMI, a Grécia seja finalmente capaz de se manter por si só", afirmou Thomsen.

O Governo helénico e as autoridades europeias acordaram em 2015 um novo programa de resgate financeiro, o terceiro desde 2010, no montante de 86 mil milhões de euros.

Até agora, o FMI não confirmou a sua participação no programa, e já disse que só participa se se aplicarem reformas credíveis e houver um alívio da dívida por parte dos europeus.

Porém, os europeus têm-se manifestado reticentes a este alívio da dívida, o qual contudo é considerado por Atenas como fundamental para continuar com as reformas.

Lusa

  • Chamas passaram por cima da A23
    1:06

    País

    A A23 esteve cortada ao longo do dia por causa do fumo e das chamas. Em direto para a SIC Notícias, perto das 18h30, os repórteres da SIC presenciaram o momento em que o fogo passou por cima da autoestrada da Beira Interior.

  • Várias povoações evacuadas no concelho de Nisa

    País

    Várias povoações do concelho de Nisa, no distrito de Portalegre, foram esta quarta-feira à noite evacuadas, devido à ameaça do incêndio que lavra no concelho, disse à agência Lusa a presidente do município, Idalina Trindade.

  • "Só numa ditadura é possível tentar esconder o número de vítimas"
    0:51

    Tragédia em Pedrógão Grande

    O primeiro-ministro diz que é "lamentável" a tentativa de aproveitamento político à volta dos incêndios. António Costa esteve esta quarta-feira à tarde na Autoridade Nacional de Proteção Civil e, no final do briefing, disse que é preciso confiança nas instituições do Estado. O primeiro-ministro deixou ainda muitas críticas à oposição no caso da lista de vítimas de Pedrógão Grande.

  • E os 10 mais ricos de Portugal são...

    Economia

    A família Amorim lidera a lista dos mais ricos do país, com uma fortuna avaliada em 3840 milhões de euros. Em segundo lugar surge Alexandre Soares dos Santos com 2532 milhões de euros. A família Guimarães de Mello ainda entra para o top 3, com um valor de 1471 milhões de euros. A lista foi elaborada pela revista EXAME, que conclui que os ricos estão ainda mais ricos, pela quarta vez consecutiva.

    Bárbara Ferreira

  • "Estou grávida! Estou a morrer!"
    1:14