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Sindicatos gregos convocam nova greve geral contra a reforma fiscal e das pensões

Os sindicatos gregos anunciaram hoje uma greve geral para sexta-feira e sábado em protesto contra as polémicas reformas fiscal e das pensões que vão ser debatidas em breve no parlamento.

(Arquivo/Reuters)

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"O Governo tenta surpreender a sociedade com a votação das reformas de pensões e fiscal durante o fim de semana", denunciou, em comunicado, a Confederação Geral de Trabalhadores da Grécia (GSEE), o sindicato maioritário do setor privado, antes de acusar o executivo de "golpe parlamentar" e apelando aos trabalhadores e reformados para comparecerem em massa nas manifestações contra as reformas.

O sindicato do funcionalismo público ADEDY também convocou uma greve para os próximos dois dias "contra os impostos insuportáveis e injustos que o Governo impõe aos trabalhadores e ao povo".

Os agricultores, que em janeiro e fevereiro bloquearam as estradas gregas durante seis semanas em protesto contra as polémicas reformas, também anunciaram uma manifestação em frente ao parlamento para domingo.

Por sua vez, os trabalhadores da marinha mercante tinham anunciado uma greve de quatro dias em todas as embarcações a partir das 06:00 locais de sexta-feira (04:00 em Lisboa), até às 06:00 locais de terça-feira.

O sindicato dos jornalistas POESY também anunciou a sua adesão à greve convocada pelas duas centrais sindicais.

"A decisão está tomada, teremos de decidir os detalhes", informou o presidente do POESY, Dimitris Kubias.

A reforma das pensões sugerida pelo Governo Syriza-Anel, de Alexis Tsipras, inclui-se no terceiro pacote de resgate à Grécia, e pretende poupar 1.800 milhões de dólares anuais destinados às reformas através do corte das pensões suplementares e de um aumento das cotizações de trabalhadores e patrões.

A reforma fiscal contempla aumentos do imposto sobre os rendimentos com o objetivo de aumentar as receitas do Estado em 1.800 milhões de euros por ano, enquanto outra lei, ainda não apresentada no parlamento, prevê um aumento do IVA de 23% para 24%, e de outros impostos indiretos, para garantir outra receita de 1.800 milhões de euros anuais.

Os advogados e notários mantêm desde janeiro uma greve ilimitada, enquanto outras profissões liberais (incluindo engenheiros e farmacêuticos) têm multiplicado os protestos.

Este pacote de medidas tem como objetivo obter um excedente primário (sem juros da dívida) de 3,5% do PIB em 2018, de acordo com o previsto no terceiro plano de resgate negociado em julho de 2015 entre o Governo grego e os credores internacionais.

Lusa

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