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Guterres na ONU

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Os principais momentos da escolha de Guterres para secretário-geral

SALVATORE DI NOLFI

O antigo primeiro-ministro português António Guterres foi confirmado esta quinta-feira como secretário-geral da ONU, concluindo um processo de seleção considerado como o mais transparente da história das Nações Unidas. O antigo Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados venceu todas as votações realizadas pelo Conselho de Segurança, apesar de vários dirigentes políticos defenderem uma mulher da Europa de Leste para o cargo. Conheça aqui alguns dos principais momentos do processo de escolha do novo secretário-geral da ONU.

29 de fevereiro - Portugal formaliza a candidatura de António Guterres a secretário-geral da ONU.

17 de junho - A candidatura de António Guterres lança na Internet o seu site oficial, com conteúdo em inglês e alojada na plataforma do Governo português. O site, com o título "Uma vida dedicada ao serviço público", foi lançado a pouco mais de um mês da primeira votação pelos 15 membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

21 de julho - Primeira votação, na qual os 11 candidatos a secretário-geral da ONU receberam indicações de "encorajamento, desencorajamento" ou "indiferença" por parte dos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU. O ex-primeiro-ministro português recebeu 12 votos de encorajamento e três "sem opinião" e não teve nenhum voto contra a sua candidatura à liderança da ONU.

Dos restantes candidatos a suceder a Ban Ki-moon, o esloveno Danilo Turk recebeu 11 votos de apoio e dois votos contra.

Depois, surgiu a ex-ministra dos Negócios Estrangeiros búlgara e diretora da UNESCO, Irina Bokova, com nove votos de encorajamento e quatro de desencorajamento.

Seguiram-se Vuk Jeremic, da Sérvia, e Helen Clark, da Nova Zelândia.

Os últimos lugares ficaram para Miroslav Lajcak, da Eslováquia; Susana Malcorra, da Argentina; Christiana Figueres, da Costa Rica; Natalia Gherman, da Moldávia; Igor Luksic, de Montenegro. Vesna Pusic, da Croácia, ficou em último, com 11 votos negativos.

5 de agosto - António Guterres fica à frente na segunda votação secreta, com 11 votos "encoraja", dois votos "não tem opinião" e dois "desencoraja".

Vuk Jeremic, da Sérvia alcançou o segundo lugar com oito votos favoráveis, mas quatro "desencoraja" e três sem opinião.

Em terceiro lugar ficou Susana Malcorra, também com oito votos "encoraja", mas seis votos desfavoráveis e apenas um "sem opinião".

O ex-Presidente esloveno Danilo Turk, que tinha ficado em segundo lugar na primeira votação, desceu para quarto lugar com sete votos positivos, cinco negativos e três sem opinião.

Irina Bokova obteve sete votos de desencorajamento, o mesmo número de países que encoraja a sua candidatura, com um a não indicar opinião.

29 de agosto - O ex-primeiro-ministro português fica à frente na terceira votação secreta, mas com pior resultado face às duas anteriores. Guterres teve 11 votos "encoraja", três "desencoraja" e um "sem opinião".

O ministro dos Negócios Estrangeiros eslovaco, Miroslav Lajcak, que se encontrava no final da lista nas primeiras votações, subiu ao segundo lugar. O candidato da Europa de Leste reuniu nove votos de apoio, cinco votos "desencoraja" e um "sem opinião".

Em terceiro lugar ficou Irina Bokova, com o mesmo número de "desencoraja", mas apenas sete votos de encorajamento e três sem opinião. Vuk Jeremic, que tinha ficado em segundo lugar na última votação, conseguiu os mesmos votos de Bokova.

9 de setembro - Guterres ganha a quarta votação, melhorando o resultado face à anterior. O ex-primeiro-ministro português obteve 12 votos "encoraja", dois "desencoraja" e um "sem opinião".

Em segundo lugar ficou novamente o eslovaco Miroslav Lajcak, com 10 encoraja, quatro desencoraja e um "sem opinião", melhorando também a sua votação da terceira ronda.

Em terceiro lugar ficou o sérvio Vuc Jeremic, com nove "encoraja", quatro "desencoraja" e dois "sem opinião".

A primeira mulher, Irina Bokova, durante muito tempo indicada como favorita, surge em quinto lugar, com sete "encoraja", cinco "desencoraja" e três "sem opinião".

26 de setembro - António Guterres fica à frente na quinta votação, com 12 votos "encoraja", dois "desencoraja" e um "sem opinião", o mesmo resultado da votação anterior.

Em segundo lugar, ficou o sérvio Vuk Jeremic, mas com apenas oito votos de encorajamento, seis "desencoraja" e um "sem opinião.

O eslovaco Miroslav Lajcak, que ficara em segundo lugar da última vez, desce para terceiro e piora os seus resultados: oito "encoraja", sete "desencoraja" e nenhum "sem opinião".

Susana Malcorra, da Argentina, fica no quarto lugar, com sete "desencoraja" e o mesmo número de "encoraja", alcançando o seu melhor resultado.

Danilo Turk, da Eslovénia, empata no quarto lugar com os mesmos votos.

Irina Bokova, que foi durante muito tempo considerada a favorita na corrida, tem agora mais votos "desencoraja" (sete), do que "encorajamentos" (seis).

© Mike Segar / Reuters

5 de outubro - António Guterres vence a sexta votação no Conselho de Segurança, com 13 votos a favor e duas abstenções.

"Hoje, depois da nossa sexta votação, temos um favorito claro e o seu nome é António Guterres. Decidimos avançar para um voto formal amanhã de manhã e esperamos fazê-lo por aclamação", disse aos jornalistas o embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin.

6 outubro - O Conselho de Segurança aclama o nome de Guterres para secretário-geral da ONU.

O antigo primeiro-ministro português disse numa declaração em Lisboa sentir "humildade" e "gratidão" pela escolha.

© Rafael Marchante / Reuters

13 outubro - A Assembleia-geral da ONU ratifica, por aclamação, a escolha do Conselho de Segurança e António Guterres torna-se oficialmente o novo secretário-geral das Nações Unidas. O mandato de António Guterres como 9.º secretário-geral da ONU vai começar em 1 de janeiro de 2017.

Com Lusa

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