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Ministro da justiça brasileiro acusado de ameaçar Polícia Federal

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) acusou este sábado o ministro da Justiça de ameaçar aquela força policial, ao dizer que trocará as equipas policiais se houver fugas de informação consideradas confidenciais.

Eraldo Peres

"Cheirou a vazamento de investigação por um agente nosso, a equipa será trocada, toda. Não preciso de ter prova. A Polícia Federal está sob nossa supervisão", disse o governante Eugênio Aragão, em entrevista ao Folha de São Paulo, publicada na edição de hoje.

Em resposta, o presidente da ADPF, Carlos Miguel Sobral, também citado pela Folha de São Paulo, disse que a associação "está a discutir medidas que podem ser adotadas diante das ameaças proferidas pelo ministro".

"Isso demonstra duas coisas: a vulnerabilidade da Polícia Federal, que não tem a sua autonomia garantida na Constituição e na lei e outra que aparenta a pressa em acabar com a maior investigação de combate ao crime organizado da história do Brasil", acrescentou.

O delegado referia-se ao caso Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção que envolve várias empresas, incluindo a petrolífera estatal Petrobras, e que atinge também forças políticas, incluindo o Partido dos Trabalhadores (PT), e o ex-Presidente Lula da Silva.

Segundo o mesmo responsável, não há indícios até ao momento de nenhuma ilegalidade cometida durante as investigações do esquema de corrupção na Petrobras.

Também ouvido pelo mesmo diário, o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), José Robalinho Cavalcanti, acusou o ministro, que também faz parte do Ministério Público, de ter cometido um erro ao politizar uma questão técnica.

"O ministro escorregou ou está a fazer um discurso político ao falar em extorsão. Não há extorsão alguma. Não há delação premiada [revelação de um crime alheio para tirar proveito dessa revelação] sem voluntariedade no Brasil e nem na Lava Jato", comentou.

Para o procurador, "o ministro disse que há uma politização dos agentes do Estado", mas, "ao falar em extorsão, quem está a tentar politizar a Lava Jato é o ministro".

José Robalinho Cavalcanti reagia ao facto de o ministro ter classificado de "extorsão" o método com que as delações premiadas são negociadas no âmbito da investigação Lava Jato.

"No Direito alemão, a colaboração tem de ser voluntária (...) Na medida em que decretamos prisão preventiva ou temporária em relação a suspeitos para que venham a delatar, essa voluntariedade pode ser colocada em dúvida. Porque estamos em situação muito próxima de extorsão", comentou Aragão.

Lusa

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