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Procurador da Lava Jato diz que anteriores governos controlavam investigações

O procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, integrante da equipa que trata da Operação Lava Jato, disse hoje que os anteriores governos brasileiros controlavam as instituições de investigação.

Procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, integrante da equipa que trata da Operação Lava Jato.

Procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, integrante da equipa que trata da Operação Lava Jato.

© Rodolfo Buhrer / Reuters

"Os governos anteriores realmente mantinham o controle das instituições, mas esperamos que isso esteja superado", disse o procurador, citado pela imprensa, numa declaração vista como um recado para futuros governantes.

O responsável destacou como "um ponto positivo que os governos investigados do PT [Partido dos Trabalhadores, da atual Presidente] têm a seu favor": "boa parte da independência atual do Ministério Público, da capacidade técnica da Polícia Federal decorre de uma não intervenção do poder político, fato que tem que ser reconhecido".

Carlos Fernando dos Santos Lima respondia assim à possibilidade de Michel Temer, vice-Presidente brasileiro e presidente do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), assumir a liderança do país.

O PMDB decidiu, esta terça-feira, abandonar a coligação governamental, o que agrava os problemas da Presidente Dilma Rousseff, que enfrenta pedidos de destituição do cargo.

À margem da sua participação numa palestra na Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos, em São Paulo, o procurador alertou que existem riscos de interferência na investigação.

"Nós temos riscos de obstaculização da operação quase que diariamente, as interceptações telefónicas mostram isso. Colaboradores mostram isso. Agora, creio que as pessoas perceberam que o risco de tentar obstruir a Lava Jato é muito grande", avisou.

A Lava Jato investiga um esquema de corrupção que envolve várias empresas, incluindo a petrolífera Petrobras, e vários políticos, como o ex-Presidente Lula da Silva.

Lusa

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