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Bancos internacionais já só emprestam ao Brasil com garantias em dólares

Os grandes bancos internacionais já só emprestam aos bancos e empresas brasileiras se as garantias colaterais forem dadas em dólares, ou então optam mesmo por negar financiamento, noticiou hoje a agência financeira Bloomberg, citando fontes próximas das negociações.

(Arquivo/Reuters)

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© STRINGER Peru / Reuters

"As maiores empresas do Brasil, já a braços com uma crescente crise política e com a pior recessão do século, enfrentam outra nova ameaça: os bancos internacionais ou pararam de emprestar por completo ou estão a exigir colateral em dólares", escreve a Bloomberg.

A reticência dos bancos internacionais em emprestarem ao país adensou-se nos últimos dois meses, desde que as agências de notação financeira retiraram o estatuto de investimento ao Brasil, colocando-o na categoria de 'lixo'.

Este ano nenhuma empresa brasileira recebeu um empréstimo de um consórcio bancário, o que compara com os 12 mil milhões de dólares em empréstimos que foram recebidos nesta modalidade no ano passado, "e nenhum dos bancos ou empresas brasileiras emitiu títulos de dívida sem uma garantia em dólares desde julho", pormenoriza a Bloomberg.

Enquanto foram 45 os bancos internacionais que emprestaram dinheiro às empresas brasileiras que davam garantias em dólares no ano passado, este ano já só restam 20, de acordo com as fontes.

As restrições no crédito internacional ao país pode significar que os bancos preferem manter-se à margem do processo, pelo menos até surgirem sinais mais claros não só sobre o processo de destituição da Presidente brasileira, mas também sobre o que se vai seguir.

O apoio ao processo de destituição subiu de 60% para 68% entre fevereiro e março, segundo uma sondagem da Confederação da Indústria Nacional, divulgada na quarta-feira, um dia depois de o maior partido brasileiro ter anunciado a saída da coligação que sustenta o Governo no poder.

Uma das principais preocupações dos investidores estrangeiros é a possibilidade de o Governo desviar as reservas internacionais em dólares para financiar as medidas de estímulo à economia, que está no segundo ano de recessão, de acordo com as fontes ouvidas pela agência Bloomberg.

Lusa

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