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Procurador diz que Lava Jato e compra de votos ocorreram ao mesmo tempo

O Procurador do Ministério Público Federal (MPF) brasileiro Diogo Castor de Mattos disse hoje que a corrupção na estatal petrolífera Petrobras e o esquema de compra de votos conhecido como "mensalão" ocorreram simultaneamente.

"Se observar a época dos factos, esse esquema do 'mensalão' consistia em empréstimos fraudulentos junto do banco rural e do Banco BMG em troca de favores do Governo", afirmou o procurador, em conferência de imprensa.

Posteriormente, acrescentou, "as instituições financeiras eram agraciadas com algum favor do Governo federal".

"O Banco Schahin era uma situação parecida. Estamos analisando factos de outubro de 2004, o 'mensalão' veio à tona em maio de 2005. Esse esquema ocorreu concomitantemente ao 'mensalão', então por isso vai ter alguma recorrência de alguns personagens", afirmou.

Diogo Castor de Mello referiu que os factos "começam em 2004", mas têm desdobramentos até aos dias atuais.

As autoridades estão a investigar uma transação de seis milhões de reais (1,7 milhões de euros) provenientes de gestão fraudulenta do Banco Schahin, que terá sido realizada para beneficiar o Partido dos Trabalhadores (PT). Esse valor teria sido depois desviado da Petrobras.

O empresário Jose Carlos Bumlai e amigo pessoal do ex-Presidente Lula da Silva, que se encontra detido, teria contraído um empréstimo suspeito junto ao banco em outubro de 2004 no montante de 12 milhões de reais (três milhões de euros).

Hoje, no âmbito da 27.ª fase da operação Lava Jato, que investiga casos de corrupção em várias empresas, incluindo a petrolífera brasileira Petrobras, foi detido o ex-secretário-geral do Partido dos Trabalhadores (PT) Silvio Pereira e o empresário Ronan Maria Pinto.

O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o jornalista Breno Altman foram detidos para prestar depoimento.

Em conferência de imprensa, o procurador afirmou que "a grande pergunta" é saber porque é que o empresário Ronan Maria Pinto recebeu, em 2004, seis milhões de reais (1,7 milhões de euros) por intermédio do banco Schahin.

O "mensalão" consistiu num escândalo de compra de apoio político através de empréstimos simulados entre 2005 e 2006.

Lusa

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