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Dilma acusa Temer e líder da Câmara dos Deputados de "farsa e traição"

A Presidente brasileira, Dilma Rousseff, acusou hoje o vice-presidente, Michel Temer, e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, de serem "dois chefes do golpe, da farsa e da traição".

© Adriano Machado / Reuters

"Vivemos estranhos tempos de golpe, farsa e traição. Existem, sim, dois chefes que agem em conjunto de forma premeditada. Como muitos brasileiros, tomei conhecimento e confesso que fiquei chocada com a desfaçatez da farsa do vazamento [divulgação]", disse a chefe de Estado.

A líder brasileira referia-se à divulgação, segunda-feira, de uma gravação com Michel Temer a proferir um discurso de eventual tomada de posse como chefe de Estado brasileiro.

O áudio foi enviado aos deputados da sua formação política, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), "por acidente", explicou a assessoria de imprensa do vice-presidente.

Caso o pedido de destituição do cargo de Dilma Rousseff seja aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado, Michel Temer pode assumir temporariamente o cargo.

Dilma Rousseff, que falava no "Encontro da Educação pela Democracia", em Brasília, considerou ainda a divulgação do áudio algo "estranho", porque divulgaram "para eles mesmos".

"Um deles é a mão, não tão invisível assim, que conduz com desvios de poder. O outro esfrega as mãos e ensaia a farsa de um pretenso discurso de posse", acusou a Presidente brasileira.

Dilma Rousseff acusou ainda Michel Temer e Eduardo Cunha de agora conspirarem abertamente.

"Ao longo da semana, acusaram-me de usar expedientes escusos para compor o meu governo. Caluniam enquanto negociam posições no gabinete do golpe", afirmou.

Dilma Rousseff voltou a referir que o pedido da sua destituição do cargo é ilegítimo, considerando que não existe qualquer crime de responsabilidade.

"Os próximos dias vão mostrar com clareza quem honra a democracia que conquistámos com grandes lutas e quem não se importa em destruir o regime democrático por meio da ilegítima destituição de uma presidente com 54 milhões de votos do povo brasileiro", frisou.

Desde o final de março que Dilma Rousseff tem recebido vários grupos, desde juristas, a artistas e mulheres, em eventos temáticos "contra o golpe", onde também marcam presença integrantes de movimentos sociais.

Lusa

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