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Cunha pede celeridade ao Senado na apreciação do processo contra Dilma

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, disse ontem, depois da aprovação do andamento do processo de destituição de Dilma Rousseff, que o Senado deve acelerar a apreciação da denúncia.

Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados.

Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados.

© Ueslei Marcelino / Reuters

O líder da Câmara, que também é um opositor declarado do Governo, considerou que o Brasil estará paralisado até ao julgamento final do pedido de destituição de Dilma Rousseff.

"O desfecho é muito importante, seja o Senado aprovar ou não. O que não vai poder permitir é uma incerteza dessas. Quanto mais tempo se levar para decidir no Senado, a situação vai piorar", declarou Eduardo Cunha, citado pela Agência Brasil.

Cunha disse que pretende levar pessoalmente ao presidente do Senado, Renan Calheiros, o parecer pela admissibilidade do afastamento de Dilma Rousseff.

"O país passa por sérias dificuldades, a presidente perdeu as condições de governabilidade já faz tempo, perdeu todo e qualquer escrúpulo nesse feirão que foi feito para tentar comprar votos de toda a maneira e chegou ao fundo do poço", afirmou.

O parlamentar, que é réu no Supremo Tribunal Federal e está a ser investigado na comissão de ética da Câmara dos Deputados, também foi alvo de críticas de deputados pró-governo e até de alguns membros da oposição durante a votação.

"Estou apenas fazendo o meu trabalho. Eles achavam que criariam algum constrangimento que impedisse que a votação continuasse porque eu iria comprar a briga. Meu papel não tem personalidade. O papel do presidente é o presidente, não é o Eduardo Cunha", concluiu.

Cunha presidiu, no domingo, à sessão plenária da Câmara dos Deputados na qual a oposição aprovou a abertura do processo de destituição de Dilma Rousseff.

Agora, o processo segue para o Senado, que pode o aceitar ou arquivar.

Se for aprovado, o vice-Presidente do Brasil, Michel Temer (PMDB), assume a Presidência da República provisoriamente por 180 dias, ocupando o cargo até o processo contra a chefe de Estado ser julgado em definitivo.

Se for condenada, Dilma Rousseff é afastada definitivamente, perdendo também o direito de ocupar cargos públicos por oito anos.

Lusa

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