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Tensão e emoção na aprovação do impeachment de Dilma

Tensão e emoção na aprovação do impeachment de Dilma

A Câmara dos Deputados do Brasil aprovou o pedido de afastamento de Dilma Rousseff da Presidência. A sessão ficou marcada por momentos de tensão e emoção. O pedido de "impeachment" segue agora para o Senado onde também terá de ser aprovado para que Dilma Rousseff seja temporariamente afastada do cargo.

A Câmara dos Deputados do Brasil aprovou no domingo à noite o pedido de afastamento de Dilma Rousseff do cargo de Presidente por 367 votos a favor e 137 contra, numa sessão marcada por tensão e emoção.

Também houve sete abstenções e duas ausências, numa sessão em que eram necessários os votos de pelo menos 342 deputados para aprovar a abertura do processo de destituição de Dilma Rousseff.

Agora, o pedido de "impeachment" (impugnação) segue para o Senado, onde também terá de ser aprovado, por maioria simples.

Se tal acontecer, Dilma Rousseff será temporariamente afastada do cargo e o seu vice-presidente, Michel Temer, assumirá o cargo.

A sessão de votação, que durou quase 10 horas, começou às 14:00 horas locais (18:00 em Lisboa) e ficou marcada, no início, por conflitos entre deputados e tensão em torno da mesa da Presidência.

O Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, investigado em casos de corrupção, chegou a irritar-se com a colocação de uma faixa a dizer "Fora Cunha" por trás da mesa presidencial, onde se encontravam vários parlamentares de pé, dado que a sala tinha apenas 315 lugares sentados para 513 deputados.

A primeira intervenção, do relator do pedido de impugnação do mandato presidencial, Jovair Arantes, foi interrompida por várias vezes devido à desordem.

Depois, os partidos deram orientação de voto para as respetivas bancadas, antes de cada um dos 513 deputados ser chamado a votar, num microfone.

Cada deputado tinha dez segundos para expressar o seu voto, mas o tempo foi muitas vezes ultrapassado, em intervenções emotivas e seguidas de aplausos ou apupos.

Ao votarem "sim" ou "não", muitos deputados disseram fazê-lo pela família, pelos amigos e pelos seus Estados e lembraram familiares, alguns já falecidos, esquecendo totalmente o motivo do pedido de 'impeachment'.

As referências religiosas também se multiplicaram, com votos em nome dos "evangélicos" e "pela paz de Jerusalém".

Houve ainda quem referisse "tchau, querida", depois de votar "sim", numa referência a Dilma Rousseff.

Eduardo Cunha também foi chamado "corrupto" durante a votação.

A possibilidade de impugnação do mandato de Dilma Rousseff surgiu na sequência da revelação das chamadas "pedaladas fiscais", atos ilegais resultantes da autorização de adiantamentos de verbas de bancos para os cofres do Governo para melhorar o resultado das contas públicas.

Com Lusa

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