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ONU repudia declarações de deputado brasileiro que exaltam tortura da ditadura

A ONU expressou esta sexta-feira o seu "repúdio" e "condenação" às declarações do deputado que exaltou a tortura exercida durante a ditadura no Brasil na votação de domingo sobre o processo de destituição da Presidente brasileira, Dilma Rousseff.

© Ueslei Marcelino / Reuters

O gabinete da ONU no Brasil censurou, em comunicado, a "retórica de falta de respeito contra os direitos humanos" proferida pelo deputado Jair Bolsonaro, que recordou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, um dos chefes do aparelho de repressão da ditadura que governou o país entre 1964 e 1985.

O deputado homenageou Ustra, que torturou Dilma Rousseff quando esteve presa por lutar contra a ditadura, no momento de votar pela continuidade do processo de destituição da Presidente.

Ustra foi "reconhecido pela justiça brasileira e pela Comissão Nacional da Verdade como torturador durante a última ditadura militar no país", recordou a ONU.

Segundo a ONU, aquele tipo de comentários são "inaceitáveis, especialmente quando feitos por representantes de instituições brasileiras e eleitos por voto popular".

A ONU sublinhou também que "qualquer tipo de apologia a violações dos direitos humanos e à tortura está absolutamente proibida pela Constituição brasileira e pelo direito internacional" e instou os brasileiros a defenderam os "valores da democracia e a dignidade humana".

Lusa

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