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Marcelo Calero assume Secretaria da Cultura brasileira após cinco recusarem cargo

O diplomata Marcelo Calero foi hoje escolhido para liderar a Secretaria Nacional de Cultura, após vários dias de polémica em torno da extinção do Ministério da Cultura e de, pelo menos, cinco mulheres terem recusado o cargo.

O nome de Marcelo Calero, de 33 anos, foi confirmado à agência Lusa por fonte da presidência brasileira, agora assumida interinamente por Michel Temer, na sequência da aprovação do pedido de 'impeachment' (destituição) da presidente Dilma Rousseff.

Marcelo Calero ingressou na carreira diplomática em 2007 e em 2013 foi cedido à autarquia do Rio de Janeiro.

No ano passado, o diplomata assumiu o cargo de secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro.

A extinção do Ministério da Cultura e sua incorporação à pasta da Educação tem sido alvo de críticas, bem como o facto de o governo interino de Michel Temer não contar com mulheres nas lideranças dos 23 ministérios.

Michel Temer procurou por isso uma pessoa do sexo feminino para o cargo, mas, segundo a imprensa local, pelo menos cinco mulheres recusaram o convite: a jornalista Marília Gabriela, a ex-secretária de Cultura do Rio de Janeiro Adriana Rattes, a antropóloga Cláudia Leitão, a atriz Bruna Lombardi e Eliane Costa.

Eliane Costa, consultora de projetos culturais da Fundação Getúlio Vargas, respondeu nas redes sociais que não trabalha para um "governo golpista" e "nem seria coveira do Ministério da Cultura".

Cláudia Leitão, ex-secretária de Economia Criativa do extinto Ministério da Cultura, escreveu nas redes sociais que "respondeu com um sonoro não" e recomendou que "nenhuma mulher aceite esse convite e, dessa forma, contribua para a transfiguração do Ministério da Cultura em um apêndice do Ministério da Educação e da Cultura".

Lusa

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