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Senador brasileiro Aécio Neves citado como beneficiário de esquemas de corrupção

Conversas do ministro do Planejamento do Brasil, Romero Jucá, com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, divulgadas hoje pela imprensa brasileira, citam o senador Aécio Neves como dos possíveis políticos envolvidos em desvios de corrupção na Petrobras.

© Ueslei Marcelino / Reuters

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, Sérgio Machado teria dito a Romero Jucá em conversas que foram secretamente gravadas que "o primeiro político do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) a ser comido na Lava Jato vai ser o Aécio Neves".

O ex-presidente da Transpetro acrescentou que "O Aécio não tem condição, a gente sabe disso, porra. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB...".

Aécio Neves já havia sido citado como um suposto beneficiário de esquemas de corrupção na delação premiada (acordo de colaboração com a Justiça em troca de redução da pena) do ex-senador Delcídio do Amaral, firmado no âmbito das investigações da Lava Jato.

Na ocasião, Delcídio do Amaral disse que o senador do PSDB teria beneficiado de suborno proveniente da hidroelétrica de Furnas.

Nesta gravação secreta divulgada hoje pela imprensa brasileira, o ex-presidente da Transpetro também lembrou Romero Jucá de supostas manobras que eles teriam feito juntos para eleger Aécio Neves para o cargo de presidente da Câmara dos Deputados (câmara baixa parlamentar), entre 2001 e 2002.

Atualmente senador e presidente do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Aécio Neves é um dos críticos mais duros do Governo de Dilma Rousseff, a Presidente com mandato suspenso.

Aécio Neves foi o adversário derrotado por Dilma Rousseff na segunda volta das últimas eleições presidenciais de 2014, e apoia publicamente o afastamento definitivo da chefe de Estado do cargo.

Dilma Rousseff foi temporariamente afastada pelo Senado (câmara alta) por um prazo máximo 180 dias, por suspeitas de irregularidades orçamentais, com despesas não autorizadas.

Durante este período, o Senado irá julgar Dilma Rousseff num processo presidido por um juiz do Supremo Tribunal de Justiça mas a chefe de Estado só será afastada definitivamente se for condenada por uma maioria de dois terços dos eleitos naquele órgão.

Lusa

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