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Ex-senador brasileiro revela subornos a dirigentes próximos de Temer no caso Petrobras

O ex-senador brasileiro Sérgio Machado explicou à Justiça como foram pagos subornos de 70 milhões de reais (20 milhões de euros) a três altos dirigentes partidários próximos do Presidente interino do Brasil, Michel Temer.

© Ueslei Marcelino / Reuters

Numa delação premiada (colaboração com a justiça em troca de redução de pena), o senador e ex-presidente da Transpetro, subsidiária da empresa estatal Petrobras, forneceu pormenores de pagamentos que fez ao presidente do Senado, Renán Calheiros, ao ex-Presidente brasileiro José Sarney e ao senador Romero Jucá, que foi nomeado por Temer para ministro do Planeamento, mas que teve de renunciar ao cargo poucos dias depois da divulgação das primeiras denúncias do delator.

Os três citados são dirigentes do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que sustenta o atual governo brasileiro, depois do afastamento de Dilma Rousseff (Partido dos Trabalhadores - PT), num processo de 'impeachment' (destituição) que está a ser julgado pelo Congresso.

A maior fatia dos subornos (30 milhões de reais) terá sido entregue ao presidente do Senado, Renán Calheiros.

Este político é considerado "o padrinho político" de Sérgio Machado e o principal suporte para que este se tenha mantido na liderança da subsidiária da Petrobras durante mais de 10 anos.

Sérgio Machado foi nomeado presidente da Transpetro depois de Luiz Inácio Lula da Silva ter chegado ao poder em 2003 e manteve-se no cargo até 2015, o primeiro ano do segundo mandato de Dilma Roousseff, quando renunciou devido a denúncias de que participou na rede que desviou recursos da Petrobras.

De acordo com o Machado, Sarney recebeu 20 milhões de reais e Jucá outros 20 milhões em subornos pelo favorecimento de contratos adjudicados à Transpetro.

O ex-senador brasileiro Sérgio Machado também citou como beneficiários da corrupção outros dirigentes do PMDB como o ex-ministro das Minas e Energia Edisao Lobao.

Sérgio Machado tornou-se numa figura importante das investigações de corrupção na Petrobras há duas semanas, quando gravações feitas secretamente por ele, de conversas de elementos que integravam a cúpula do PMDB, indicaram a tentativa de obstruir as investigações na petrolífera estatal brasileira.

A divulgação de partes destas gravações levou à demissão de dois ministros do governo interino do Presidente Michel Temer.

A delação premiada (troca de informações por redução de pena) de Sérgio Machado foi validada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Os depoimentos e as provas entregues ao Ministério Público Federal (MPF) ainda estão a ser analisados.

Lusa

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