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Lula admite concorrer às presidenciais de 2018 em manifestação contra Temer

O ex-Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva admitiu na sexta-feira, num grande protesto em São Paulo contra o Governo interino, concorrer à Presidência da República em 2018.

© Paulo Whitaker / Reuters

Falando diante de milhares de manifestantes que foram demostrar que estão contra o Governo interino de Michel Temer, Lula da Silva afirmou que está a ser atacado por muitas pessoas que alegadamente estão a tentar incriminá-lo sem provas nos esquemas de corrupção investigados no país e que, em resposta, poderá candidatar-se novamente a Presidente.

"Quanto mais eles me provocarem mais eu corro risco de ser candidato em 2018", afirmou.

A declaração de Lula da Silva acontece dois dias depois da divulgação de uma sondagem que, entre outros temas, abordou a intenção de voto dos brasileiros nas próximas eleições presidenciais.

O ex-Presidente apareceu em primeiro lugar, com 8,6% de apoio, seguido pelo senador Aécio Neves, com 5,7%, e pela ex-senadora Marina Silva, com 3,8%.

Bem humorado, Lula da Silva brincou que não poderia apoiar e apelo a uma greve geral contra o Governo interino, tema aclamado por diversos líderes que discursaram antes dele, porque está, pelo menos por enquanto, reformado.

Mas acrescentou que não está doente e que se sente melhor de saúde do que aos 50 anos.

O ex-presidente brasileiro tem 70 anos de idade e demostra visível dificuldade para discursar publicamente, já que teve um cancro na laringe há alguns anos.

Lusa da Silva manifestou apoio à Presidente afastada, Dilma Rousseff, reiterando o discurso do Partido dos Trabalhadores (PT) e de outras forças políticas de esquerda contra o processo de 'impeachment' (destituição), afirmando que o Brasil está viver um golpe de Estado.

Por outro lado, alegou que não pode pedir "Fora, Temer" pois "não ficaria bem", mas fez questão de mandar um recado ao Presidente interino: "Temer, você é um advogado constitucionalista, você sabe que não agiu correto."

O protesto na Avenida Paulista reuniu 100 mil pessoas segundo os organizadores. A polícia Militar ainda não divulgou uma estimativa oficial de participação.

Além de São Paulo, houve manifestações contra o Presidente interino Michel Temer em 23 estados do Brasil.

Lusa

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