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Temer nega acordo de subornos para candidato de São Paulo

A acusação do ex-presidente da Transpetro (subsidiária da Petrobras) Sérgio Machado de que o Presidente interino do Brasil, Michel Temer, negociou consigo recursos ilícitos para uma campanha eleitoral é "absolutamente inverídica", segundo a Presidência.

Michel Temer, presidente do Brasil

Michel Temer, presidente do Brasil

© Ueslei Marcelino / Reuters

Michel Temer "mantinha relacionamento apenas formal e sem nenhuma proximidade" com Sérgio Machado, de acordo com uma nota divulgada hoje.

No texto lê-se que Michel Temer "jamais permitiu arrecadação fora dos ditames da lei, seja para si, para o partido e, muito menos, para outros candidatos".

Segundo a delação premiada (relevação de informações em troca de eventual redução de pena) de Sérgio Machado, Michel Temer teria negociado o recurso de subornos para ajudar a campanha de Gabriel Chalita, candidato do Partido Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) à câmara de São Paulo em 2012.

Nas declarações aos investigadores da Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção na petrolífera Petrobras e outras empresas, o delator contou que pagou subornos a mais de 20 políticos.

Um dos envolvidos que negou as acusações, o presidente do Senado, Renan Calheiros, reafirmou, numa nota, que jamais recebeu recursos ilegais ou "vantagens de quem quer que seja", e que "todas as doações de campanhas eleitorais ocorreram na forma da lei".

O senador Aécio Neves, candidato derrotado nas presidenciais de 2014, negou que tenha usado subornos para comprar apoio na Câmara dos Deputados, e acusou Sérgio Machado de fazer "acusações falsas e covardes" para "conquistar os benefícios de uma delação premiada".

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