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Polícia brasileira prende ex-ministro em desdobramento da operação Lava Jato

A polícia brasileira prendeu hoje o ex-ministro Paulo Bernardo, que ocupou cargos na gestão da Presidente afastada, Dilma Rousseff, e do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva num desdobramento da operação Lava Jato.

Paulo Bernardo foi ministro do Planeamento no Governo de Lula da Silva, entre março de 2005 e janeiro de 2011.

Paulo Bernardo foi ministro do Planeamento no Governo de Lula da Silva, entre março de 2005 e janeiro de 2011.

© Ueslei Marcelino / Reuters

Paulo Bernardo foi ministro do Planeamento no Governo de Lula da Silva, entre março de 2005 e janeiro de 2011. Na gestão de Dilma Rousseff, foi deslocado para o Ministério das Comunicações, em que permaneceu até janeiro de 2015.

Bernardo é um dos alvos da operação Custo Brasil, cujo objetivo é apurar o pagamento de subornos, provenientes de contratos de prestação de serviços de informática, no valor de 100 milhões de reais (26 milhões de euros), entre os anos de 2010 e 2015.

De acordo com um comunicado divulgado pela Polícia Federal, há indícios de que funcionários do Ministério do Planeamento Orçamento e Gestão possam ter direcionado a contratação de uma empresa de prestação de serviços de tecnologia e informática para a gestão do crédito consignado na folha de pagamento de funcionários públicos federais com bancos privados.

"Foi verificado que 70% dos valores recebidos por essa empresa eram repassados a pessoas ligadas a funcionários públicos ou agentes públicos com influência no Ministério através de outros contratos - fictícios ou simulados", afirmou a Polícia Federal.

Os agentes também estão a realizar buscas na casa do ex-ministro e da sua mulher, a senadora Gleisi Hoffmann, do Partido dos Trabalhadores (PT), em Curitiba, e nas sedes do diretório do PT nas cidades de São Paulo e Brasília.

O ex-ministro da Previdência e da Secretaria da Aviação Civil Carlos Gabas e o jornalista Leonardo Attuch, dono do site "Brasil 247", também foram chamados a depor.

Desde o início da manhã, a operação Custo Brasil cumpre 11 mandados de prisão preventiva, 40 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de condução coercitiva, em quatro estados - São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco - e no Distrito Federal.

A polícia federal já informou que os investigados responderão, de acordo com as suas ações, pelos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas de dois a 12 anos de prisão.

A Operação Lava Jato investiga a corrupção e o desvio de fundos de várias empresas, incluindo a petrolífera Petrobras.

Lusa

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